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Coração de Mãe

Por: Mônica de Souza Rodrigues

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Ser mãe realmente é padecer no paraíso!!! Eu não me acho uma mãe muito coruja não, e procuro não sufocar meus filhos com muitos mimos. No entanto, os acontecimentos com a saúde do Gabriel (até os 4 anos) me levaram a intensificar esse sentimento. Agora com a Letícia estou mais light.

Bom, mas o que me levou a falar sobre isso?

É que uma noite dessas – diga-se madrugada – depois de atender a Letícia, ao voltar a dormir…ops! tentar voltar a dormir….não consegui!!! Perdi o sono e fiquei pensando no meu filho Gabriel.

Eu e Gabriel em pb

Ele é uma criança de ouro. Recebo muitos elogios dele, que é um menino muito educado. Pois bem, ele é o xodó dos meus pais e para ajudar ele é vascaíno, assim como meu pai. E essa paixão pelo time resultou num passeio com o Vô, a tia e o primo para o Rio de Janeiro, do dia 12 a 15 de junho! Vão ao São Januário assistir ao jogo do Vasco. Que legal! Quanta felicidade! Sou muito grata ao meu pai por esse presente! Primeira viagem de avião!!Avião-4

Ele está eufórico!!! E eu também!!! Mas, junto com essa euforia vem o medo!!! Ai meu Deus! O meu menino sozinho na cidade maravilhosa, experimentando novas emoções?!?! E eu não estarei junto com ele para segurar a sua mão no avião, para ver o seu sorriso de felicidade na hora do jogo, nem participar da emoção de andar de bondinho no Pão de Açúcar, chegar nos pés do Cristo Redentor, enfim, tantas outras aventuras que vão acontecer nessa viagem?!?! Perdi o sono!!!

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Aí, toda essa preocupação, todo esse medo da separação, do primeiro desgarrar do meu filho…me remeteu ao futuro… e lembrei que essa é só a primeira partida do meu menino e que muitas ainda estão por vir…e que a gente cria os filhos pro mundo e não pra gente. Ai meu Deus! Dá-me forças e sabedoria para agüentar o dia que meu filho vai sair de casa… aff! socorro!!! Coração de mãe sofre.

E aí, voltando no passado…lembrei da minha mãe no dia em que “Eu” saí de casa…lembro como se fosse ontem, quando, depois de formada, eu e minha prima (a quarentando Juliana), iniciamos a nossa caminhada sozinhas… fomos escrever a nossa história como jornalistas em outra cidade. E minha mãe ficou na porta de casa, chorando e me dando tchau!!! (já estou chorando…)

E depois de tanta nostalgia, impossível não lembrar dessa música, interpretada por Zezé Di Camargo e Luciano….que me emociona sempre, sempre que escuto:

“No dia em que eu saí de casa minha mãe me disse filho vem cá!

Passou a mão em meus cabelos, olhou em meus olhos e começou a falar…

Por onde você for eu sigo com meu pensamento donde estiver,

Em minhas orações eu vou pedir a Deus que ilumine os passos seus…

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Eu sei que ela nunca compreendeu, os meus motivos de sair e lá…

Mas ela sabe que depois que cresce o filho vira passarinho e quer voar…”

 

Olhem só…meu filho ainda nem viajou…e eu já fui longe…viajei no meu passado e no futuro dele! Tudo em uma ida ao Rio de Janeiro. Ah! Coração de Mãe…

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Botao

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O que é ser Normal?

Por: Maria José Klein

É fascinante o tal do ser humano!

Cada pessoa tem uma característica única, mesmo que achemos tantos iguais, tantas coisas em comum.

Já experimentou estar em um grupo e ficar só observando, não com cara de espanto (pra não chamar a atenção), mas observe, de leve, discretamente, cada um com um jeito diferente, mesmo concordando.

Já percebeu que alguns são mais ‘normais’ que outros?

Já notou que alguns tem um detalhe diferente, um gesto, uma palavra, um ‘tique’, que foge ao padrão considerado normal?

Tu farias amizade, ou mesmo tentaria conversar com uma pessoa que fugisse ao padrão ‘normal’ da sociedade?

Estou olhando bem dentro dos teus olhos, não minta pra mim!

É difícil né? É mesmo!

Já pensou num altista, num portador de Síndrome de Down? Ah, mas nem precisamos ir tão longe, já tentou manter uma conversa ‘normal’ com uma pessoa hiperativa?

Pois é, não é fácil lidar com as diferenças ‘dos outros’. Mas eu te conto outra novidade, todos somos difíceis de se lidar, todos NÓS temos nossos particulares melindres, síndromes escondidas sob a máscara social que vestimos diariamente ao acordar.

Mas eu quero te dar esperanças!

Sabe, algumas dessas pessoas consideradas anormais fizeram, e fazem, coisas consideradas impossíveis com seus cérebros incríveis.

Já ouviu falar de John Nash? Ele era esquizofrênico, e aos doze anos já fazia experiências científicas, recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 1994 por revolucionar o mundo da matemática com a Teoria dos Jogos e o Teorema do Equilíbrio de Nash, onde o básico desta teoria é prever quais as decisões os demais jogadores tomarão para assim ajustar a sua escolha. tu já jogaste xadrez? No xadrez, faz-se uma jogada tentando antever as ações do oponente e tomar a melhor decisão sabendo que ele está pensando da mesma forma. Aqui eu recomendo que tu assistas o filme: Uma Mente Brilhante, onde o ator Rossell Crowe faz o papel de John Nash, e representa muito bem este magnífico cientista, tão anormal para sua época e para a sociedade.

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Vou te citar outro exemplo, por acaso tu conheces o cara ‘anormal’ chamado Alan Turing? Este britânico, foi um matemático, criptoanalista, cientista da computação e o responsável pelo criação do computador moderno e da inteligência artificial (pode agradecer!). Foi ele que, durante a Segunda Guerra Mundial, ajudou a decifrar os códigos alemães, quebrando a codificação da máquina Enigma (agradeça aqui também!). E sabe qual era a sua anormalidade? Ele era homossexual, sim, durante anos ele ficou anônimo, porque ser homossexual, na época, era proibido, era anormal. Em dezembro de 2013 ele recebeu o perdão da Rainha Elizabeth II (aqui eu me envergonho, ele já não podia aproveitar este perdão!). Recomendo que tu assistas ao filme: O Jogo da imitação, onde Alan Turing é representado pelo ator Benedict Cumberbatch de forma magnífica.

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Além destes dois cientistas que citei, existem inúmeros que foram considerados loucos, anormais, perdidos, estranhos da sociedade, pessoas que tiveram suas máscaras deixadas em algum canto da vida e resolveram apenas fazer o que consideraram importante, tanto para a humanidade, como para o momento em que estavam vivendo.

Quantas descobertas milagrosas, quantas vidas foram salvas, quanta evolução na ciência e tecnologia, tudo feito por pessoas consideradas anormais?

Então, é bom pensar melhor quando considerarmos alguém ‘anormal’, afinal de contas, todos somos um pouco anormais, não é mesmo?

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 Maria José Klein

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A minha gritante culpa

Por Juliana Bettini

O Quarentando é a minha sessão de terapia. Cada vez que procuro alguma coisa pra falar/escrever, de certa forma me desligo da Juliana mãe, empresária, dona de casa, esposa, amiga… viro apenas eu. O que Eu quero falar hoje?

Só a título de curiosidade, nós quatro definimos que a cada 2 dias uma de nós atualizará o blog. Por isso existe uma “fila”, para que não haja sobrecarga pra ninguém, pois a intenção aqui é termos um espaço de lazer (sim pra mim escrever é mais que diversão, é libertação!).

Então, voltando à minha busca pelo tema desta postagem, fui buscar inspiração nas redes sociais. Mas quando a vida da gente anda muito complicada, como no caso da minha, até esse marzão fica “sem peixe”.

Foi aí que li um texto que bateu no útero e causou efeito de tapa na cara: A Questão Relevante Sobre o Grito.

Eu poderia fazer o tipo mãe perfeita e reafirmar tudo o que esse texto fala me eximindo da culpa. Mas esse texto mexeu profundamente comigo. Porque eu me vi nele. Ao mesmo tempo em que eu o lia eu também chorava lembrando dos gritos que já dei com a Maria Luísa na hora que “a coisa aperta”. Lembrando e me culpando por todo descontrole da minha vida jogado sobre ela, justamente a pessoa mais importante no mundo pra mim!

É uma porrada que dói! Dói por que eu não vou conseguir voltar atrás e me envergonho muito de ter feito. O que está ao meu alcance é o dia de hoje. É não gritar com ela hoje. Não perder o controle hoje. E, assim como o texto fala sobre o grito, a autora mostra como foi que ela fez para mudar esse mau hábito.

Eu sou uma mãe amorosa e quem me conhece não tem dúvidas disso. Hoje vivo o dilema de dar amor e responsabilidades compatíveis com a idade. Pois acredito que quem ama educa! E dar responsabilidades faz parte da educação. Mas fazer minha filha ter medo de mim, nunca foi, em sã consciência, meu objetivo.

Também compartilho da ideia de que a maternidade não deve apagar meus sonhos, minhas vontades, minha individualidade… mas nada, absolutamente NADA me dá razão para gritar com ela. Nem mesmo minha “autoridade” de mãe.

Caso você também se identifique com essa situação, não deixe de ler, super recomendo! Ou, caso você superou ou ainda passa por esse problema, gostaria muito de ouvir sua história!

Até o próximo papo, se Deus quiser, com assuntos mais ligths!

Beijos,

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Juliana Bettini

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Qual a trilha sonora da sua vida?

Por: Helck Souza

Você está dirigindo, liga o som do carro, sintoniza a rádio que mais se identifica ou procura uma música que goste nas mais variadas opções do dial. Começa a música, aquela que há tempos você não ouvia…

Aperta o Play e vem comigo!

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Pronto, foi o suficiente para que as recordações tomassem conta da sua mente. Continua, claro, prestando atenção na estrada acionando o piloto automático e sua mente volta no tempo. Flash backs de sua vida são revividos tão intensamente quanto na ocasião que aconteceu. Diálogos, gargalhadas, alegrias, tristezas… são reproduzidas de imediato. Muitas dessas recordações são aquelas que você faz questão de guardar no esconderijo mais profundo do seu ser e, a música, sorrateira, simplesmente vai penetrando suas entranhas com tamanha facilidade e as traz à tona.

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Se você se identifica com essa história levanta a mão! o/

E não é somente uma música, são muitas músicas capazes de nos levar ao passado e resgatar as nossas recordações, até porque uma música é pouco para definir uma vida.

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Incrível como ela pode se encaixar perfeitamente numa situação, num momento que você viveu ou está vivendo. E olha que algumas vezes, a letra nem precisa falar do que passamos ou estamos passando, as notas, os acordes musicais exprimem exatamente as emoções, os sentimentos do momento.

Independente dos gostos, do gênero, do estilo, a música tem sua importância. Ela permeia as nossas vidas desde o nascimento, com as canções de ninar, nos aniversários, festas, casamentos, viagens, formaturas, enfim, lá está ela, como pano de fundo, se fazendo presente em todos os momentos.

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Claro, há ocasiões em que ela exerce o papel mais importante, quando estamos assistindo alguém tocar, nossa atenção é para ela, a atriz principal. O som extraído dos instrumentos e ou a voz do cantor, fazem uma junção perfeita. Ou quando estamos dançando, por exemplo, é ela que nos embala, nos move com seu ritmo, melodia e acordes, sejam eles qual for.

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Tem músicas que, mesmo sem nenhuma letra, são verdadeiras orações. Elas conseguem contato direto com a nossa alma e conectam o nosso ser com algo superior, livre de qualquer religião.

Independente de qual for ou forem as trilhas sonoras da nossa vida, uma coisa é certa, ela possui papel fundamental na nossa história, no nosso universo repleto de significados.

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Agora, adoraria saber qual a principal trilha sonora da sua vida. Conta para mim?

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Helck Souza

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A busca incessante pelo corpo perfeito, ops! Desejado

Por: Mônica de Souza Rodrigues

Comer tapioca, batata doce assada, tomar shakes – seja herbalife, diet shake e/ou até os famosos Way, produtos sem lactose e sem glúten e entre outras receitas light. Esse tem sido o cardápio de muita gente que conheço e que não conheço também. Está todo mundo em busca do corpo “desejadamente” perfeito. Além disso, as academias estão cada vez mais lotadas!!! Isso sem entrar no assunto das cirurgias estéticas que também estão cada vez mais freqüentes.

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Ok! É bom mesmo, afinal comidas gordurosas, carboidratos, doçuras…apesar de deliciosas são “engordights” e não fazem muito bem pra saúde, podendo aumentar o colesterol, diabetes e etc.

Mas……será que essa busca desenfreada por emagrecer também é saudável?!? Trocar refeições importantes por shakes, fazer dietas malucas que prometem milagres!?!

Esses dias vi uma reportagem no programa Mais Você, do repórter Felipe Andreoli que falava mais ou menos sobre isso, e no final, ele entrevistou pessoas que estavam se deliciando com churros…hummmm…sendo que uma entrevistada respondeu que ela come mesmo, porque tem vontade e não sabe como vai ser o dia de amanhã!

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Ok! Nem tanto ao mar e nem tanto a terra. O Bom senso e o meio termo cabem muito bem nessa situação. Acredito que a gente tem e deve cuidar do corpo e consequentemente, da saúde, mas também podemos, às vezes, nos deliciar com uma bela pizza, uma macarronada, um churrasco com maionese, beber uma cerveja ou um vinho, comer chocolate, tomar sorvete…enfim, aproveitar a vida com as pessoas que nos cercam e proporcionar encontros familiares ou com amigos degustando um bom papo regado com muito amor.

Eu mesma, também vivo querendo emagrecer…. e antes de engravidar estava nessa busca: academia, dieta da proteina, tapioca…mas no fim de semana eu me permitia tomar um vinho ou uma cerveja com meu marido. Durante a gravidez também procurei me cuidar. E agora, assim que a médica me liberar, vou voltar a essa rotina (dieta da proteína, batata doce assada, academia e etc) afinal, preciso eliminar os quilinhos a mais que resolveram ficar comigo. Porém, sem deixar de lado os bons momentos ao lado de pessoas queridas.

A regra é clara: a melhor receita para se chegar a realização total, é o equilíbrio.

A busca pelo corpo perfeito passa pela cabeça, mente sã, corpo são!!!

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Mônica de Souza Rodrigues

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