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Não, não sou obrigada!

Por Juliana Bettini

Eu apoio o casamento e a igualdade de direitos para todas as pessoas independentemente de religião, orientação sexual ou gosto musical!

Sou terminantemente contra a homofobia, mas não colori minha foto de perfil.

lgbt

Eu sabia por alto quem era o Cristiano Araújo, mas se antes da sua morte me perguntassem uma música dele, eu não saberia dizer. Nem por isso me considero alienada.

Também achei desproporcional a cobertura que a mídia deu sobre o adeus ao cantor sertanejo, mesmo me comovendo profundamente com a dor de seus familiares e fãs.

CristianoAraujo

Aderi à modinha do livro de colorir, embora não tenha pintado mais que duas páginas, mas não o comprei com a intenção de aumentar minha cultura. O que ele me proporcionou foi a grata satisfação de dividir os lápis de cor com a minha filha, num momento só nosso.

Daniel Pereira

Amo minha mãe. Mas não acho que as mães deveriam ser imortais! Lembrando que eu também sou mãe!

Li o primeiro livro da trilogia 50 Tons de Cinza e não gostei. Também não assisti ao filme, mas muitas amigas suspiraram pelo o Christian Gray.

50 tons

Tá parecendo uma conversa de maluco, né? Eu sei… mas essas coisas que eu elenquei nesse texto são só pra dizer que eu tenho a minha opinião e ela pode ser igual a sua. Ou não!

Também tenho o direito de aderir às modinhas ou passar batido por elas.

Mas se tem uma coisa que eu não sou é obrigada!

Não sou obrigada fingir que gostei de 50 Tons porque “todo mundo” gostou.

Não sou obrigada a mudar meu perfil, compartilhar frases de religião ou qualquer outra coisa pra mostrar que eu sou legal,  que creio em Deus ou que amo meus pais!

Não sou obrigada a saber qual o sucesso do Cristiano Araújo.

Não sou obrigada a ter todos os livros de colorir.

Não sou obrigada a excluir o glúten da minha alimentação.

Não sou obrigada a chamar um cara como Cazuza de ídolo!

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E sim, sou mais uma que achou que o Zeca Camargo perdeu uma excelente oportunidade de ficar quieto quando deu essa infeliz opinião.

Mas a opinião é dele! Assim como o nariz… cada um tem o  seu.

zeca

Tenha a sua, porém, pense bem antes de expressá-la! Esteja preparado para ouvir as contrárias e responder com argumentos, não com xingamentos.

Mas se não tiver nariz pra encarar ou se a preguiça for maior, o conselho da boca fechada continua sendo muito útil, pra você também, viu Zeca?

E… se você leu e gostou do texto, envie para 10 amigos, em até 10 minutos e algo surpreendente vai acontecer com você até às 10 horas de hoje!

rsrsrsrs…

Ah! Mesmo discordando da opinião do colega, fica aqui o link da sua explicação.
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Juliana Bettini

Botao

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É preciso saber o que se quer

Por: Helck Souza

Num mundo perfeito todos os seus planos, os seus projetos de vida se realizam. Mas esse não é um mundo perfeito, você não é uma pessoa perfeita e nos seus planos não havia espaço para o inesperado. E o inesperado acontece… E, por incrível que pareça, mesmo sem levar em conta o inesperado, você consegue se adequar e tirar proveito de tudo isso. Afinal, errar e aprender com os erros, é o que nos faz humanos e nos diferencia das máquinas. Podemos encontrar alegrias no que não planejamos, nas coisas que não esperávamos que acontecessem. Temos flexibilidade, improvisamos. indecisão Claro, que algumas pessoas tem uma maior facilidade que outras e tiram vantagens de tudo que não foi planejado. São verdadeiros estrategistas e, ainda no meio do caminho, fazem um plano alternativo, um plano B e seguem vivendo. Já outras, quando se deparam com o inesperado, paralisam, não conseguem seguir em frente. O tempo vai passando e elas ainda estão lá, com o mesmo desejo, com o mesmo plano, na esperança de que uma mágica aconteça e aquilo se torne realidade. E, na verdade, tudo o que essas pessoas precisam, é de um novo plano. É olhar para a frente, traçar novas metas e seguir reescrevendo uma outra história. Parece simples, mas para pessoas assim, não é tarefa fácil até que tudo engrene novamente. ecolhas_atitude As vezes o que você quer, o plano que fez, é exatamente o que precisa, a solução para todos os seus anseios. Outras vezes, o esboço que você traçou milimetricamente, aquilo você mais quer, é exatamente a única coisa que não pode ter. Então, quando se dá conta disso, surge aquela sensação de que o trem passou e você ficou na estação. Desejar o que não pode ter, muitas vezes nos arrasa, nos desmotiva a seguir. Mas não se pode ter tudo ao mesmo tempo, é preciso abrir mão, fazer escolhas. eu Ainda assim, em algum momento, com as voltas que a vida dá, você pode estar pronto para merecer aquela parte que você quis tanto e deixou para trás. E quando você vê essa possibilidade surge a dúvida se isso é ou não necessário nessa altura da vida, se não foi apenas um capricho não realizado. Com isso você consegue, num pequeno segundo de lucidez, perceber que mesmo sendo muito duro querer algo que não está ao seu alcance, as pessoas que mais sofrem são aquelas que não sabem o que querem.

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Helck Souza

Botao

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Em tempos de Crise!!!

Por: Mônica de Souza Rodrigues

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Crise: é um fantasma assustador nos dias de hoje. É o assunto do momento! É o tema principal dos jornais e telejornais. Ligamos a TV e em qualquer canal, que não seja pago, é o que vemos e ouvimos: inflação, aumento nos juros, queda nas vendas e na indústria, ou seja, é uma bola de neve que gera demissões e desemprego.

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Outro dia conversando com uma amiga, ela me contou que o marido foi demitido (17 anos se dedicando ao trabalho e faltando três para se aposentar!). E segundo ela, como recolocar no mercado de trabalho um homem com mais de 40 anos?!? E os nossos compromissos financeiros? E agora? “Meu chão caiu”!!! Passado o momento do desespero ela me confessou que aqueles três meses foram difíceis, mas foram de muito aprendizado. Aprender a viver com menos coisas supérfluas, aprender a economizar e, principalmente, aprender a partilhar. A crise gera oportunidades de mudanças de atitudes e de um novo jeito de viver.

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Continuando na Crise…ela é bem perceptível no mercado. Meu Deus! Como os preços aumentaram!! Fazer as compras para manutenção da casa está cada vez mais difícil.

E aí, eis que me lembrei dos tempos em que eu e a Juliana (gente, vão ter muitas estórias nossas aqui, moramos juntas em Jaraguá do Sul por dois ou três anos), íamos no mercado fazer as compras para o mês e levávamos a calculadora, porque não podíamos passar de um total x. Fazíamos a nossa lista e a cada mercadoria colocada no carrinho era uma operação na calculadora. E quantas vezes não pudemos levar tudo que estava na lista!!! Nela não continha carne, era muito caro, então comprávamos salsicha! E daí? comer salsicha com miojo também é gostoso! Fazíamos bolo de casca (a gente congelava as cascas dos legumes e depois fazíamos um bolo salgado). Alguém morreu?? Não, só cresceu!!! E sabe do que mais? O marido da Juliana comeu o bolo e adorou! Fala até hoje que quer comer de novo. Era difícil, queríamos viver com nosso dinheiro e não pedir para nossos pais, mas era muito engraçado! A dificuldade te faz crescer, mas também te faz rir, e se você sabe enxergar as oportunidades que o momento ruim te mostra, melhor ainda! Com o tempo fomos conquistando nosso espaço profissional, fomos economizando e adquirindo nossas coisas: linha telefônica (naquela época linha telefônica era um dinheirão), televisão, geladeira, sofá, cortina…e a cada conquista era uma festa!!!

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A crise, o momento difícil seja financeiro ou não, só vem para nos ensinar, para mostrar outros caminhos, oportunidades. Mostrar que ninguém morre por ficar um mês, dois ou mais…sem comer carne! Mostra que as pessoas tem que se unir para vencer juntas o momento difícil. É a grande preocupação de um povo que não vislumbra melhoras num amanhã mais tranqüilo e mais confortável.

Índice

E agora, com essa crise financeira que nosso País passa, acho que vou contribuir para a economia da casa: vou voltar a congelar cascas, fazer um bolo bem gostoso e chamar o Nino (marido da Juliana para degustar conosco).

Como diz aquele pensamento: em tempos de Crise, tire o S e Crie!!!

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moni assinatura

Botao

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Assuma a sua Culpa!

Por: Maria José Klein

Estamos sofrendo com a ‘síndrome da culpa dos outros’.

Raul Seixas

Quando nos deparamos com algum percalço, ou mesmo um entrave, no caminho, arregaçamos as mangas e vamos à luta, não é mesmo?

Não, não é!

De quem é a culpa

Tem muito gente que paralisa, senta à beira do caminho, e joga toda a culpa de seus problemas nos outros.

Eu sei, eu sei, é muito mais fácil encontrar desculpas para os próprios erros do que assumi-los.

Fica mais fácil apontar aquela pessoa que deu um conselho errado, ou seus pais, que se esforçaram pouco para lhe proporcionar uma oportunidade melhor?

Ou quem sabe a culpa é mesmo do governo?

Kennedy

Será que a culpa por ter notas baixas é do professor ou da matéria difícil? Ou é sua, porque não estudou o suficiente?

Ou ainda, a culpa por perder o emprego é do gestor que percebeu suas falta de comprometimento? Ou é sua, que não se lapidou, não se dedicou mais à sua função?

chefe

É muito mais fácil fazer as coisas e não assumir a responsabilidade pelos próprios atos.

Ou jogar toda a culpa e responsabilidade das agruras da vida em Deus, nos Santos, ou quem sabe em algum espírito errante?

Sabe, eu canso de ver pessoas reclamarem da vida, reclamarem dos pais, dos amigos, do chefe, mas essas pessoas que eu vejo reclamando da PRÓPRIA vida

não mostram atitude positiva, ou vencedora, ou pró-ativa.

mae e criancas

Essas pessoas se mostram imaturas, uns verdadeiros bebês chorões, não tomaram as rédeas de seu destino, não assumiram o compromisso consigo, com seu crescimento pessoal.

Eu entendo quando uma pessoa passa por problemas, até reclama de sua vida neste momento, mas logo põe-se a trabalhar, muda de atitude e vai à luta!

Agora eu não entendo quem transfere sua responsabilidade para os outros, culpa os outros e se faz de coitado.

Deepak Chopra

 

Por isso eu digo: vamos, vamos, acorda, sai deste marasmo, toma as rédeas da sua vida e muda de atitude! Só assim a vida pode ser bem melhor.Culpa sua

 

Maria jose assinatura

 

Maria José Klein

Botao

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Sem medo de mudar

Por Juliana Bettini

caminhão de mudanças

Pensando sobre as experiências acumuladas ao longo dos meus 40 anos acho que algo que posso me atrever a falar é sobre mudanças.

Contabilizando, até agora, cinco no currículo, aprendi na pele e, observando outras pessoas que passaram pela mesma situação que, independente de qual seja o novo lugar, a peça chave para a experiência ser positiva é: ADAPTAR-SE!

Não é o emprego, não é a cidade, o Estado ou o país ou qualquer outro fator externo… é a sua vontade ou habilidade para se adaptar ao novo!

Mudanças acontecem por vontade própria ou por necessidade. Seja qual for a situação é você quem vai conduzir o rumo das coisas.

Vou deixar bem claro que acidentes acontecem. Então tirando problemas de saúde e situações que fogem ao controle, você é o grande responsável para ser feliz ou não no lugar onde está!

Frase-Nao-é-o-mais...-mudança

Quando fui morar em Curitiba, ouvi falar muito e até senti na pele, sobre a frieza do curitibano. Levando-se em consideração que é uma capital com mais de 2 mi de habitantes, é muito compreensível que as pessoas se tornem mais seletivas ou desconfiadas mesmo. E sim, é um povo mais reservado. Mas isso não me impediu de fazer amigos curitibanos e forasteiros como eu. Porém, conheci um casal que me chamou muita atenção. Eles eram de Marília, cidade natal do meu marido. Foram para Curitiba em busca de crescer profissionalmente e ali formar a família. Eles tinham muitos amigos para tão pouco tempo de cidade! Um dia, perguntei à Débora como eles fizeram pra conhecer tanta gente? E a resposta eu guardei como uma lição: “Quando chegamos além de procurar emprego, procuramos nos enturmar. Pra isso, entramos num coral.”

chorus

Quando se sai do “ninho” para outras terras, é bom buscar pessoas com afinidades. Dessa forma podem nascer grandes amizades! E entrar em algum grupo como coral, igreja, voluntariado, enfim, qualquer tipo de coisa que reúnam pessoas com interesses em comum nos dá um tipo de passe livre para sermos acolhidos!

Esse exemplo também tive quando vim morar em Assis. Comentando com a mãe de um colega da minha filha e que, se tornou uma grande amiga. Disse a ela que me deixou muito feliz e surpresa o fato de ter me convidado pra sua casa sem me conhecer direito. E ela respondeu: “Ju, nossos filhos estudam juntos, isso já é suficiente”. Talvez suficiente numa cidade pequena. Mas não deixa de reforçar o fato de que interesses em comum aproximam as pessoas.

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Uma parte (a maior) do melhor que Assis me deu!

Também presenciei cenas de sofrimento com relação à mudanças.

Aqui mesmo em Assis, tive uma amiga que veio de São Paulo e não se adaptou de forma alguma! Acabou fazendo poucos laços, vivia na estrada indo e vindo de São Paulo e acabou voltando para a capital paulista.

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Nesse caso, um erro grave que eu vejo é a comparação. Comparar o que você tinha na outra cidade com a que você está, vai te impedir de saborear a novidade. Pois sempre haverá o mas. Imagine ela que comparava Assis a São Paulo????

Acredite. Não importa se a mudança é de uma capital para uma cidade do interior ou vice versa, de um lugar na serra para o litoral o da praia pro campo. A gente sempre consegue colocar um mas quando vai falar do novo lugar. Lembro de mim quando fui pra Curitiba: “Ah…Mas Jaraguá é bem mais limpa”!. E quando fui pra Floripa: “Ah… Mas em Curitiba as opções eram infinitamente melhores”.  Daí fui pra Criciúma: “Ah… Mas nada se compara a Floripa”!

HercílioLuz

Florianópolis – incomparável!

Mesmo assim, vejo que consegui extrair o melhor de cada lugar que passei. E o melhor, evitei muito sofrimento desnecessário! Quando relutamos à mudança o sofrimento certamente vem. E como diz uma frase que eu gosto mas não sei quem é o autor: “A dor é inevitável, o sofrimento é uma escolha”.

A saudade da família é uma dor da qual se aprende a lidar. Isso é unanimidade entre todas as pessoas que conheço e que moram fora.

E tudo é uma questão de ponto de vista. O que pode parecer uma perda num primeiro momento é ganho se analisado sob outra ótica.

Para mim, adaptar-se não é aceitar tudo. É conseguir olhar o novo como uma possibilidade de se integrar ao meio, sem abrir mão de quem você é! E para isso há que se ser flexível. A mudança pode ser bem menos estressante se vista dessa forma!

Antes de virmos para Assis, nossa filha estava muito bem adaptada à escola em Criciúma (SC). Ficamos com receio da nova adaptação. Sentíamos por tirá-la de amizades que tinha tudo para ser pro resto da vida. Procuramos a psicologa da escola que nos disse: “Vocês podem ficar tranquilos quanto à isso, pois vocês estão dando à Maria Luísa a oportunidade de aprender a se adaptar desde cedo. A encarar o novo já nessa idade. Enquanto que alguns dos coleguinhas dela hoje, só terão que passar por isso quando chegarem à universidade, ela aprenderá isso na prática. Sem dúvida, um ganho considerável para o futuro dela”, concluiu a psicóloga.

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Uma parte das amigas de Assis.

De fato, foi mais tranquilo do que imaginávamos.

Por isso, se uma mudança acontecer na sua vida, por vontade própria ou não, encare de peito aberto! Não relute e nem gaste suas energias  com aquilo que não está ao seu alcance mudar.

Você vai ver que os bom amigos não se afastarão por conta da distância física e novos amigos virão para que a adaptação seja mais leve!

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Juliana Bettini

Botao