0

Sim, precisamos falar sobre isso.

Por: Helck Souza

Você já parou para pensar que os anos passaram, mulheres queimaram seus sutiãs em praça pública, conquistaram o direito ao voto, trabalham lado a lado com os homens, exercem cargo executivos muitas vezes com mais maestria e no entanto, as revistas chamadas femininas tratam essas mesmas mulheres como objetos?

Sim, estamos em pé de igualdade ou, acredito, ultrapassamos em muito a habilidade dos homens já que temos, muitas vezes, duplas ou triplas funções, como ser mãe e gerenciar o trabalho doméstico, por exemplo. E as revistas femininas nos informam mês a mês que temos que saber as “sete maneiras infalíveis de agradar o homem na cama” ou “dicas para conquistar de vez seu marido”, ou ” tudo que você precisa saber para agradar o seu amor”; tem também: “como ser a mulher perfeita”, ” depilação íntima: saiba qual tipo os homens gostam mais”, “As sete posições sexuais que mais estimulam o prazer do homem”… e por aí vai.

Estamos em 2015, século 21 e as revistas femininas continuam nos “doutrinando” como antigamente. Reforçam a submissão feminina. Sim, existem muitas mulheres que se encaixam perfeitamente nesse padrão. Mas isso não é generalizado. Os assuntos de interesse da mulher não se resumem somente a roupas, homem, dieta, homem, moda, homem, academia, homem, limpeza da casa, homem, homem, homem… Somos muito mais do que isso!

Você deve estar pensando: Ah! Lá vem a Helck com o seu feminismo barato de folhetim…

Aí eu pergunto: o que é feminismo para você? Você é daqueles que diz que não é machista nem feminista e sim humanista?

Vamos por os pingos nos “is”.  Se você acha que o feminismo é o oposto do machismo, você está plenamente enganado. Feminismo não prega o domínio das mulheres sobre os homens, nada disso. O feminismo fala de igualdade, de direitos iguais e sobretudo de respeito. Então, se você, em algum momento da sua vida falou ou pensou que não é feminista mas defende que todos devem ser tratados com os mesmos direitos e com igualdade, desculpa, você está dizendo que é feminista.

Agora, se você é homem ou não concorda com tudo o que eu falei até agora, imagine uma revista como essas das fotos abaixo, direcionadas à você. Como você se sentiria?

11889606_493591344138044_2797750320117519147_n

IMG_5518

novo

11139460_496470773850101_8421007021920211080_n

11902578_493593000804545_1283181667268765806_n

Foi dessa forma que as irmãs e designers, Julia e Emília Teles, utilizando as redes sociais, resolveram encarar o machismo das capas de revistas femininas. Com o sucesso da divulgação na página Quadrinhos da Emília, com mais de 11 mil compartilhamentos. O sucesso inspirou a criação da fanpage Zine dos Omi. “Somos designers, nosso foco sempre foi os quadrinhos. Agora a gente deve aproveitar essa temática para promover mais debates nos próximos. O bom humor é o melhor remédio para combater o discurso de ódio”, afirmou Julia, que fala que a ideia é provocar reflexão sobre o assunto.

A fanpage até a tarde de hoje (sexta-feira) já está com mais de 16 mil curtidas. Agradando alguns e gerando discussões acirradas.

helck assinatura
Helck Souza

Botao

0

Eu creio!

Por: Mônica de Souza Rodrigues

391456_358481794196199_289006251143754_1057529_49193471_n

Hoje vou falar de um assunto que apresenta divergência de opiniões e é dito por muitos que não se discute. Não se discute por que? Havendo respeito à opinião do outro, acredito que seja muito positivo, pois é através da pluralidade que crescemos e agregamos novos conhecimentos. Está em pauta a Religião!

Santa depredada 002

A princípio, é via de regra seguir os passos da nossa família. É o que se chama de tradição. Muitos se acomodam e não procuram crescer e nem buscar o entendimento e a compreensão das idéias e doutrina que nos foi passada. Mas, quando a consciência desperta fazemos então nossa adesão, que é uma forma consciente de tomar uma decisão, seja para continuar na religião tradicional da família ou para trocar escolhendo a sua por gosto, identificação, empatia. Por isso, é que digo que cada um escolhe a sua, conforme se sente mais acolhido!

images (3)

Eu sou Católica Apostólica Romana – batizada e crismada! Nasci, cresci e fui criada nessa religião e sou praticante: procuro ir à missa nos domingos (e isso me renova as energias), rezo – quase todas as noites, faço novenas…e sou feliz, me encontro e sou atendida na minha crença e na minha religião.

65cb42d2-cd02-4621-880a-10c78577725e_x365

No entanto, isso não me impede de conhecer e respeitar a religião e a crença de outras pessoas. O Brasil é um país que possui uma rica diversidade religiosa – cristã, islâmica, afro-brasileira, judaica e etc. E entre a crença cristã que é a maior de todas totalizando 87%, temos os católicos e os evangélicos. Segundo o site Sua Pesquisa, de acordo com o Censo do IBGE de 2010, 64,6% da população brasileira é católica; 22,2% evangélica; 2% espírita; 0,3% umbanda e candomblé e 8% sem religião.

t_campos21

 Teve um tempo em que Eu e a Juliana tivemos uma amiga da Igreja Batista, o que não impedia que tivéssemos uma amizade consistente e verdadeira, afinal a fé é a mesma. Também já tive amigas que seguem a Cartilha Allan Kardec (espírita) e respeitando a crença de cada um, sempre dá certo! O importante acima de tudo, é sabermos que cremos num só Deus, temos uma só fé! A forma de chegar até Ele é que é diferente.

image14

Um grande exemplo de respeito às religiões vem do maior líder da Igreja Católica, o Papa Francisco, que está pregando a crença, a fé em Deus e a irmandade entre todos, sem divisões! E não, criando rivalidade entre religiões e seus fiéis.

images (2)

Aqui em Siderópolis, minha cidade natal e onde meus pais moram, essa semana está acontecendo o III Cerco de Jericó, que consiste em adorações ao Santíssimo Sacramento, orações, confissões e missas durante sete dias e sete noites ininterruptamente. A inspiração para essa celebração veio do Antigo Testamento quando Deus escolheu Josué para conduzir o povo hebreu para tomar posse da terra prometida. E a cidade de Jericó tinha uma fortaleza inexpugnável. Chegando lá, depois de rezar por seis dias e seis noites incessantemente, no sétimo dia as muralhas de Jericó caíram. Hoje, reza-se para que se derrubem as muralhas do ódio, da inveja, da maldade em geral de todos nós.

images (4)

Enfim, como já disse no começo, conforme o ditado: política, religião, futebol e gosto não se discute!!! Será? Às vezes a discussão pode trazer resultados bastantes positivos.

Aqui deixei um relato da minha experiência e da minha fé!  E quem tem fé de verdade, remove montanhas!!!

images (52)

moni assinatura

Botao

Fonte: http://www.suapesquisa.com/religiaosociais/religioes_brasil.htm

8

A mulher que eu quero ser!

Por Juliana Bettini

Hoje, por obra do puro acaso, tive que reformular meus horários de trabalho e nesse momento, às 14h06, de uma segunda feira chuvosa encontro-me em casa.

Por todos os lados por onde eu olho tem algo me chamando, serviço é o que não me falta! Mas não consigo e não quero segurar o impulso de escrever… tudo porque, ao entrar em casa assisti a um vídeo publicado na time line de uma amiga com uma crônica maravilhosa do jornalista Salomão Schvartzman, para o canal Band News, com data de publicação de 21 de julho de 2014, mas que pra mim estará sempre muito atual.

O título é: Mulheres com mais de 40 por Salomão Schvartzman e nele, o jornalista diz porque prefere uma mulher com mais de 40.

No final desse texto, o qual não pretendo me prolongar, estará o vídeo citado, mas peço que você continue lendo.

A proposta do nosso blog é falar de nós mesmas. Mulheres de 40 que hoje enfrentam de frente a idade da loba com novos parâmetros!

mulhjer de 40

No meu caso por, exemplo: Quando eu era criança, uma mulher de 40 era senhora, já com filhos criados e prestes a ser avó! Já aposentada ou à beira da aposentadoria e por aí seguem os esteriótipos.

Hoje eu sou uma mulher de 40 com uma filha menor de 10 anos, lutando ao lado do marido pra construir uma maturidade tranquila e bem longe da aposentadoria. Me olho no espelho e não vejo sequer vestígio das senhoras de 40 que via na minha infância.

Esta é a minha realidade. Tenho muito gás pra queimar!

Porém, apesar de nunca ter mentido a idade, de certa forma, minhas atitudes, talvez meu all star preto, meus patins… possam ser uma tentativa de me enganar ou me levar pra um tempo que está ficando pra trás. E talvez também, o que eu via lá na frente, não parecia ser tão estimulante quanto as lembranças desse passado recente.

Mas as colocações de Schvartzman nessa crônica, serviram para eu ver que, em questão de maturidade sim, eu sou uma mulher de 40! Já não perco tempo nem sono com muitas bobagens! Tá certo, acabei de chegar nessa fase e ainda tenho que me libertar de algumas inseguranças, mas confesso que estou louca pra me tornar essa mulher!

juliana assinatura

Juliana Bettini

Botao

2

Eu ouço vozes!

Minha filha do meio, Gabriela, disse-me uma vez quando fui colocá-la na cama, com toda a sabedoria de seus quatro anos naquela época: “Mami (é assim que meus filhos me chamam), não consigo dormir, minha cabeça não para de pensar…” 

 Por: Helck Souza
Nesses últimos tempos é assim que me sinto, inquieta. Minha mente não para de pensar. Mesmo exausta fisicamente e precisando de descanso, me percebo agitada. Inúmeras coisas sendo “pensadas” ao mesmo tempo. Na lista de compras no mercado, nas tarefas do dia seguinte, na programação para o fim de semana, no tema do próximo texto para o blog, na nova oportunidade de trabalho que abracei, na atenção e dedicação para os filhos que diminuíram em função disso; na vida, na morte, na saudade que sinto dos meus pais que está apertando dia a dia; nas escolhas feitas ao longo da vida e que me trouxeram até aqui; nas oportunidades que abri mão… enfim, tudo isso efervescendo em minha cabeça. meus diálogos internos aumentaram exageradamente. Sim, porque tenho que confessar, eu ouço vozes. As minhas vozes internas.
 varios.eus
Quando penso que consegui dominá-las, lá vem elas, espalham-se nas poltronas de minha mente e ficam lá, em reunião. Conversam, analisam, riem alto, choram, gritam. Uma reunião sem hora para terminar. Quando percebo, estou até gesticulando comigo mesma. Ontem mesmo a Gabriela (que hoje está com quinze anos), questionou-me sobre os gestos que fiz quando estava dirigindo. Gestos, que gestos? perguntei. E ela disse que eu estava gesticulando como se estivesse falando com alguém. Aí respondi que estava falando comigo mesma e claro que ela me olhou com aquela cara estranha de que sua mãe está ficando louca. Agora eu me pergunto, seria isso normal, ou está na hora de procurar alguma alternativa mais séria, além da meditação?
 medite
Porque a meditação é um excelente recurso para acalmar a mente, se aplicada corretamente.  Para mim, funcionou muitas vezes. Descobri, inclusive, que a meditação, no meu caso, também serve como um sedativo. Acabo dormindo. E dormir sentada, na posição de lótus, não é lá muito agradável.

Acredito também, que voltar à academia pode ser uma ótima alternativa. Sei que quando mexo o corpo, a mente sossega um pouco. Mas depois de tanto tempo sem trabalhar fora de casa, quando a gente volta a cumprir horários é tudo uma grande adaptação que acaba envolvendo a família inteira aí, voltar para a academia, significa ficar mais um tempo longe deles. Quando tudo entrar nos eixos sim, a academia também vai voltar à minha rotina, por ora, escolhi abrir mão.
curves
Será que seria viável a ajuda de psicólogos? Sinceramente, não sei. Com todo respeito que sinto por esses profissionais, aquela velha história de que “em cada cabeça uma sentença” também deve ser analisada com carinho. Tenho um amigo da família que costuma dizer que os psicólogos adoram mexer nas nossas fiações cerebrais, desconectam tudo e depois, na hora de reconectar, unem o fio amarelo com o vermelho e fazem um estrago maior. Ou ainda, desinstalam o software e reinstalam outro que ainda está na fase beta (fase de testes) e com muitos bugs, ou seja não é instável e não funciona como esperado. Cada um com sua opinião, entendo que saber como funcionam nossos padrões mentais é sempre interessante. E o saber não ocupa espaço, não é mesmo?
big-data
Bom, vou encerrar por aqui, já que as vozes que estão comigo, por hoje, parecem não ter fim.
helck assinatura
Helck Souza
Botao
2

O Ensurdecedor Suicídio.

Por: Maria José Klein

 

Esse negócio de suicídio sempre me deixou incomodada, e é um tema que vem rondando a minha cabeça faz um tempo.

Antes que você fique pensando besteira, não, eu não penso em suicidar-me, então vamos descartar essa hipótese e podemos continuar nossa conversa.

Quando uma pessoa suicida-se, vem aquelas perguntas ‘de sempre’: Por que se suicidou? Por que tirar a própria vida? Por quê?

suicidio 1

Os últimos casos de suicídio que aconteceram por perto, foram de duas moças, uma eu não conhecia, ela se jogou de um prédio, que estava em construção; a outra eu cheguei a conhecer pessoalmente, fazíamos aulas de Dança do Ventre juntas, e foi encontrada morta em seu quarto.

A primeira era médica recém formada e já exercendo seu trabalho na cidade vizinha, aparentemente tinha uma vida maravilhosa pela frente, era religiosa, fazia parte até do grupo que organizava as celebrações na igreja; a segunda chegava a tomar até cinco comprimidos de Rivotril por dia, acabara de se separar, tinha um filho de 15 anos e morava na casa da mãe.

Neste meio tempo eu procurei saber um pouco mais a respeito de cada uma delas, tenho amigas em comum, e o que fiquei sabendo me deixou no mínimo triste: as duas meninas tinham algo em comum, passaram por situações fortes de depressão, até já haviam se tratado, e aparentemente tudo já estava resolvido, pelo menos para uma delas, a que era médica, as coisas pareciam que tinham se encaminhado, e a outra estava tentando fazer com que sua micro-empresa de coleiras para cachorros desse certo.

Além desses casos que foram ao final drástico, tem outros de pessoas que estão com cicatrizes enormes, e tantas outras sequelas, das tentativas frustradas de suicídio de jovens e adultos, que são interrompidos no ato.

13161199

Fazendo uma análise bem rápida, talvez superficial e baseado apenas na observação, acredito que o suicídio pode ser considerado o resultado final da falta de superação de uma dor, ou ainda, pode ser o caso de um distúrbio mental, simples assim. Será?

Penso que o suicídio transborda o escape, tanto do sofrimento, quanto do desejo de comunicação reprimido, ou não entendido, aquele grito silencioso do desespero, de quem não se fez ouvir, de quem teve seus impulsos reprimidos por muito tempo. É uma atitude desesperadora de quem não consegue soltar as próprias amarras, ou deixou-se amarrar em alguma curva do próprio caminho.

images

De qualquer forma, em todos os casos, eu acredito que a pessoa que se suicidou, ou tentou suicidar-se, perdeu o seu rumo, perdeu as rédeas da própria vida, perdeu seu sentido, o sentido da vida.

Eu ainda prefiro acreditar que temos o controle, que podemos alterar nossa história, que temos sim, como tomar a direção que quisermos, inclusive gritar com todas as forças contra a depressão, o desespero.

SUICIDIO

E para quem está com pensamentos negativos eu digo:

Tá escuro, acenda a luz!

Tá se sentindo só, vai visitar a família, um amigo, o asilo dos velhinhos, a APAE.

Peça a palavra, peça ajuda!

Esforce-se, procure fazer algo que goste, e mesmo que não ache gosto em nada, esforce-se! Faça disso tudo um hábito, até você se sinta leve e supere esta fase, porque é sim, só uma fase, vai passar, mas será com seu esforço, isso você pode ter certeza.

images (2)

 

Maria jose assinatura

 

Maria José Klein

Botao