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Menos registro, mais contemplação

Por: Helck Souza

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A imagem que você vê acima e que viralizou na última semana nas redes sociais tendo como título: “Estamos perdendo a capacidade de aproveitar os momentos importantes”, mostrando dezenas de pessoas com seus celulares nas mãos, tentando conseguir uma foto de um evento enquanto, no meio delas, uma senhorinha atenta acompanhava tudo tranquilamente, fez-me lembrar de um momento muito especial da minha vida.

28 de abril de 2006. Era o segundo dia em que eu e meu marido estávamos em São Paulo, acompanhando a terceira visita do Dalai Lama ao Brasil. Na visita anterior, em 1999, ele veio também a Curitiba e eu não participei por estar com a minha filha do meio com pouco mais de um mês. Então, só foi o meu marido, com a promessa de que, na próxima visita eu não perderia por nada. E assim a promessa foi cumprida.

No dia anterior, 27 de abril, fomos até Cotia, no templo Zu Lai, para um seminário com ele e uma multidão de pessoas. As primeiras palavras do Dalai foram uma chibatada sutil em boa parte dos que estavam presentes. Começou falando sobre as roupas das pessoas, dizendo que reconhecia algumas delas como do budismo tibetano, do zen budismo, de monges de muitas nacionalidades, e roupas que ele não identificava, brincou dizendo que eram roupas de outro planeta. Todos riram, ele ficou sério e disse que é um pouco crítico com ocidentais que entram em contato com as tradições orientais, como a budista e começam a mudar seus hábitos exteriores. “Primeiro, abandonam suas tradições de origem. Depois, mudam suas roupas, vestindo-se como os orientais se vestem. Em seguida, mudam os móveis da sua casa. Mudam seu comportamento, mudam seus gestos…(…) acho que isso não é bom”. E continua o pensamento sendo o mais direto possível: “Prefiro pessoas que conservem suas tradições de origem e aprendam o que podem aprender com o budismo, aplicando suas novas descobertas dentro de sua maneira cultural própria. O budismo não está nas regras monásticas nem na aparência”.

Foto do Dalai no templo Zu Lai que tirei 27;04;2006

Foto do dia 27, no templo Zu Lai, quando Dalai Lama olhou na minha direção.

E continua com a sua fala durante todo aquele dia, com pausa para o almoço. Mas esses primeiros dois minutos foram o que mais me marcaram. E é o que eu carrego comigo. Então, sou católica sim, praticante nem tanto. Para mim, Dalai Lama e o Papa Francisco estão no mesmo patamar, merecem meu respeito e minha admiração.

Aos meus olhos eles são pessoas que estão acima do bem e do mal. Fazem parte de um nível muito mais avançado de humaninade. São seres evoluídos, iluminados, que vibram de forma ampla, pura.

Papa Francisco

Continuando o meu relato, no dia seguinte, fomos até o Ginásio do Ibirapuera, SP, para a palestra “O poder da compaixão”. O ginásio estava lotado, a minha ansiedade em ver novamente aquele quem aprendi a respeitar e admirar desde criança era tanta que parece que demorou uma eternidade até ele adentrar ao ginásio e iniciar a palestra. Mais uma vez, os ensinamentos do Dalai Lama foram profundos. Quando a palestra estava caminhando para o final, não consegui mais prestar atenção, tudo o que eu pensava era que ele iria embora e eu não poderia chegar mais próximo. Fiquei inquieta, com o coração apertado… Cutuquei o Gil, meu marido e disse: olha, ele vai sair por algum lugar desse ginásio e eu preciso chegar mais perto dele, vem comigo? Ou, se você quiser, combinamos um lugar para nos encontrar. Ele veio comigo, e o nosso amigo, Tadeu (que não está mais conosco nessa vida) foi também. Para onde? eu também não sabia. Só sabia que precisava ir. Abro um parêntese aqui para dizer que geralmente sou muito contida com relação a impulsos, não costumo dar muita atenção para isso, mas o que aconteceu foi algo que não sei explicar. Fecha parêntese. Saí correndo e eles atrás de mim. Circulei o ginásio, até encontrar a grade de metal (igual à da foto com a senhorinha) do outro lado da cerca, os seguranças e assistentes do Dalai. Chamei um deles e perguntei se ele iria sair por aqui e ele falou que sim. Pedi, como uma criança pede um doce, para que eles deixassem o Dalai chegar pertinho da gente, que eu queria bater foto e ele disse que provavelmente o próprio Dalai viria até a gente. Alguns minutos depois várias pessoas foram se aproximando e se amontoaram na grade, junto conosco, muitos atrás de nós. Ouvimos os aplausos de dentro do ginásio e logo ele aparece junto com os monges e outras pessoas da organização do evento.  Liguei a máquina fotográfica, queria registrar tudo. Ele calmamente foi se aproximando, os seguranças pedindo para que todos ficassem calmos e não empurrassem ninguém ou ele não se aproximaria mais, então o Dalai foi cumprimentando um por um daqueles que estavam mais próximos da grade. A partir desse momento eu, que fiz quatro anos de jornalismo, não consigo encontrar as palavras certas para descrever o que aconteceu. Uma onda de paz foi acalmando a todos, até que chegou a minha vez…

Não foi um cumprimento de mão com mão, a mão direita dele segurou o meu pulso direito e a minha mão segurou o dele. Consegui sentir o pulsar dos batimentos cardíacos no pulso dele e parecia que podia ouví-los batendo no mesmo ritmo do meu. Ele olhou no fundo dos meus olhos e eu mergulhei num olhar que nunca, até então, havia visto. Um olhar profundo, que entrou no meu interior e me viu em essência, se é que posso explicar dessa forma. Tudo isso em segundos que me pareceram uma eternidade… deu um sorriso cheio de compaixão e foi cumprimentar a pessoa que estava do meu lado esquerdo. Extasiada penso: puxa, não falei nada para o Dalai, nem agradeci… e as lágrimas começaram a jorrar dos meus olhos. Fiquei paralisada até que o Gil e o Tadeu chegaram ao meu lado, o Gil toca no meu braço e pergunta sobre as fotos, olho para ele despertando daquilo que parecia um sonho e pergunto que fotos? Ele pega a máquina fotográfica ligada e pendurada no meu braço esquerdo e desliga. Só posso dizer que não preciso de fotos para lembrar desse momento tão pleno, tão sublime…

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Helck Souza

Botao

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Família é onde existe afeto

Por Juliana Bettini

A família é a base da sociedade.

Concordo em tudo com essa afirmação. Família é a primeira sociedade que conhecemos! É nesse núcleo que recebemos as primeiras noções de afeto, acontecem nossos primeiros conflitos e, em geral, ela norteia a religião que seguiremos e as nossas referencias de ética também.

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Mas como definir família?

Um núcleo formado pela união de um homem e de uma mulher?

Tsc, tsc… Raso demais…

Pra mim, Família é onde amor entre as pessoas está de fato presente! O amor materno, paterno e de irmãos de sangue! Mas que, não necessariamente precisam ter o mesmo sangue!

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A minha família segue os moldes tradicionais de pai, mãe e filhos. Mas dentro da minha família tenho parentes que construíram suas através da adoção e, mesmo o relacionamento entre homem e mulher não tendo continuado, a família se manteve.

Também conheço e reconheço como família o núcleo formado pela união homoafetiva. “Ah! Mas homem com homem ou mulher com mulher não procria!” Vem aquele coro preconceituoso.

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Sim, não procria, mas cria! Educa! Dá o amor que faltou a quem colocou pra adoção a criança originada de um casal dito “normal”.

Século XXI, ano de 2015… e no dia 24 de setembro desse mesmo ano e desse mesmo século, nossos representantes no Congresso Nacional comemoraram o retrocesso de só reconhecer como família a união entre homem e mulher.

Confesso que me senti no século retrasado!

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De um lado um governo que nos esfola em impostos para tapar o buraco de sua própria corrupção e incompetência. Do outro, representantes de uma fé duvidosa. Sim, porque até onde eu sei, Jesus pregou o amor, o perdão e não o preconceito…

Mas ainda outro fato me chamou atenção: Das pessoas que se manifestaram contrárias a esse retrocesso, as mais enfáticas eram as mulheres!

Coincidência??? Não, não acho!

Se você quiser se inteirar melhor sobre o assunto, aqui está a reportagem:

http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/09/comissao-aprova-definir-familia-como-uniao-entre-homem-e-mulher.html

E, para encerrar, os argumentos da deputada Maria de Fátima do Rozário Nunes, os quais eu simpatizo e apoio:

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Juliana Bettini

Botao

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Mulheres São Multi-Tarefas!

    Por: Maria José Klein

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Somos acumuladoras de responsabilidades, quando iremos aprender e mudar?

É recorrente o assunto, mas impossível não falar sobre ele, nós mulheres continuamos, ao longo dos tempos, acumulando funções, deveres, afazeres, responsabilidades, culpas, desculpas…

Vai lá, pega lápis e papel, e escreve tudo que você faz ao longo de uma semana, os sete dias da semana, tudo, detalhadamente, desde o momento em que você levanta da cama, até o deitar, ou melhor, até definitivamente ir dormir. Tem que anotar tudo, desde o que você faz em casa, como o que faz no trabalho, no lazer, no descanso.

Percebeu quanta coisa?

Conseguiu notar que vem acumulando responsabilidades em casa que poderiam ser divididas com o marido e os filhos? Porque não deixar o marido ajudar a dar uma varridinha na casa? Ele não faz bem? Faz de conta que ficou, pelo menos ele está ajudando, sendo útil, levantando do sofá e ajudando. E a louça que as crianças poderiam lavar? As próprias camas que poderiam arrumar? Vai molhar toda a pia, ficar meio torto o lençol? Estarão aprendendo a se virar e valorizar o trabalho que a mãe vem fazendo. Finge que está tudo lindo! Você vai ver que vai sobrar um tempinho para ler aquele livro gostoso que ganhou de presente da amiga. Ou ainda, vai conseguir, finalmente, um tempinho para fazer aquela atividade física que sempre quis!

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E no trabalho, quantas funções você exerce? Além de secretária é a faxineira? Ou, de vendedora está fazendo também o controle financeiro, o administrativo. Quem você é na empresa? Está sabendo delegar às pessoas à sua volta o que é necessário dividir? Sabe que a faxina pode ser dividida em escalas entre os setores e colegas? Quem sabe aquele colega quietinho lá no canto está precisando de mais responsabilidades e poderia dividir com você esse acúmulo de funções que você vem fazendo? Ou quem sabe você é dona, ou administradora da empresa, e tem mesmo que acumular funções, quando se trata de uma empresa pequena, por exemplo? Sim, as funções teriam que ser acumuladas, mas algumas coisinhas poderiam ser divididas, como as pequenas coisas relacionadas à organização e limpeza do espaço. Já ajuda, não é?

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Ah, eu acredito que nas suas horas de lazer e no seu descanso, você ainda acumula, e acumula, responsabilidades, como dar atenção para os filhos, marido, ou família, namorado, amigos…

Outro dia, um feriado aqui em Tubarão, eu passei quase uma manhã inteira jogando joguinho de bolinha no celular! Pode rir, eu deixo. Enquanto eu jogava, me martirizava dizendo que tinha tanta outra coisa para fazer, lavar aquela louça que ficou na pia, tricotar aquela blusa que eu ainda não terminei, crochetar os sousplats que eu comecei, ler o livro que comprei e nem foi aberto ainda… Isso que meu filho já tem 15 anos e estava dormindo nesta hora, porque quando ele acordou, fiquei me cobrando porque não fui fazer um cafezinho para ele… Mas a tarde foi proveitosa, eu fui pra academia, fiz uma hora e meia de musculação, depois pequei umas camisetas velhas e coloridas, cortei tudo, e iniciei um novo crochê que vai virar um lindo tapete. Pronto, mais um iniciado e lá parado, não deu mais tempo… Mais uma coisa acumulada para fazer!

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Então, viu, somos mesmo um ser maluco, acumulador de responsabilidades, um ser à parte, umas lindas destrambelhadas, preocupadas com todos à nossa volta, e um pouquinho menos com nós mesmas.

Quando iremos aprender a ser diferente? Quando dividiremos um pouco dessas responsabilidades com outra pessoa? Não sei, talvez quando consigamos ser mais razão, e um pouco menos coração. Mas será que conseguiremos manter nossa essência feminina?

Ser acumulador de tarefas é muito feminino, você não concorda?

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Maria José Klein

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Nove meses

Por: Mônica de Souza Rodrigues

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Esses tempos li uma reportagem sobre a gravidez de 12 meses! Como assim?!? Simples, são os nove meses de gestação e três meses de preparação para a mulher, futura mamãe! A minha primeira impressão foi achar desnecessário, pois se a mulher já está querendo engravidar, ela já está preparada! Talvez sim, talvez não! Mas aí eu me pergunto, e para aquela mulher que não está planejando uma gravidez e ela chega??? Como se preparar? Ah! Mas a mulher já tem o instinto materno!! Até tem, mas não é lá muito fácil se adaptar aos tropeços de uma gravidez de surpresa. Além da alteração hormonal, tem toda uma alteração de planos e projetos, financeira e emocional, enfim, realmente é um turbilhão de emoções. Ainda bem que tem os nove meses…

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Aproveitando o gancho da gravidez de surpresa, até acontecer comigo eu não entendia muito bem como que uma mulher engravida sem querer… pois é, meu amigo cara pálida, a camisinha fura, o ciclo menstrual altera, o comprimido falha, de mais a mais, quando Deus quer, não adianta não querer…são planos divinos que na hora a gente não entende! Mas, deixando a espiritualidade e religiosidade de lado, é preciso muita preparação psicológica para se adequar as mudanças que virão! Ainda bem que tem os nove meses…

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Falando nos noves meses de gestação… é um tempo para a mulher se preparar para ser mãe, o corpo vai mudando, os hormônios vão alterando, todo mundo vai bajulando…e a mulher vai curtindo esse momento mágico!  Sentir o bebe mexer então? Quanta emoção saber que tem uma vida na tua barriga!Maravilhoso! No entanto, esse tempo de preparação não prepara tanto assim a mulher! Ela não faz idéia do que esta por vir, por mais que todos digam “aproveita para dormir agora”…

Quer saber? Dormir é o de menos, pois com o tempo você se acostuma com poucas horas de sono! O x da questão está em se adaptar a entrega que é profunda e total. Esses tempos ouvi de uma amiga recém mãe, “ninguém me falou dessa parte, que iria ser tão difícil”. A amamentação é difícil e geralmente dolorosa (o bico racha, o leite empedra), e a gente esquece que tem vida própria. Quando o bebe nasce, alem de uma nova alteração hormonal, tem uma vida dependendo de ti, se você não amamentar ou dar a mamadeira, ele não come! Se você não trocar a fralda, dar banho, vestir….aquecer o bebe no seu colo…ele não vive! E no decorrer do dia, a mamãe vai atendendo as necessidades do bebê, as horas passam e ela não fez nada por ela mesma: um banho demorado e gostoso por exemplo? Deleta, exclui porque é simplesmente impossível!

Na hora de amamentar

Uma outra amiga me contou que a sobrinha dela que ganhou bebe há um mês, estava comentando aflita que antes do filho nascer, ela ia e vinha aonde quisesse, pegava o carro e seguia seu destino. E agora com o filho? Não dá para fazer mais nada!

Eu também comentei com uma prima que está grávida: aproveita agora porque a mudança na nossa vida depois que o filho nasce é de 180 graus. Nada é como antes!

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Na verdade, o que acontece é que nós, mulheres de hoje, não paramos em casa: trabalhamos fora, temos o nosso dinheiro…vamos ao mercado, ao cabeleireiro, manicure, saímos com as amigas e etc. E depois de 39 ou 40 semanas de gestação, da noite para o dia, tudo muda e você não pode mais fazer nada disso por um bom tempo! Ainda bem que tem os nove meses….mas, a mulher realmente aproveita os nove meses para se preparar? Quando é o tempo certo para se preparar?

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Analisando tudo isso foi que pensei sobre os quatro meses de licença maternidade. A mulher gestante procura trabalhar até o último dia de gravidez para aproveitar a licença maternidade depois que o bebe nascer. Na minha opinião, acho que a mulher deve pegar a licença, pelo menos,  uns quinze dias antes e começar a desacelerar e realmente se preparar para a nova fase da vida. Uma fase que transforma a vida para sempre e que, depois de tudo no lugar, não existe coisa melhor na vida.

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Ser mãe é maravilhoso, inexplicável em palavras, mas…são necessários bem mais que nove meses…

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Botao

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As dores do mundo

Por Juliana Bettini

A imagem mais chocante e comentada dos últimos tempos…

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Relutei um pouco antes de escrever, tentei buscar outros assuntos, mas acabei voltando atrás. Achei oportuno dar o meu ponto de vista, enquanto o assunto ainda está fervilhando.

Quero deixar aqui o meu ponto de vista.

Assim como todo mundo que viu a foto eu também me sensibilizei muito.

Mas aí eu pergunto: O que essa foto tem de mais chocando ou triste do que esta?

Afrixa

E olha que numa busca rápida eu encontrei fotos bem piores! Mas tentei “pegar leve”.

Vou dizer o que a foto do menino sírio, Aylan Kurd, de 3 anos, vítima dessa tragédia assim como sua mãe seu irmão mais velho e mais de 240 mil pessoas que perderam sua vida em 4 anos de guerra tinha de diferente. Ele tinha um nome, estava vestido como qualquer um de nossos filhos, sobrinhos, netos… Ao contrário das crianças africanas que aparecem na segunda foto, fracas, sujas e famintas, que muito pouco lembram nossas crianças.

Não estou querendo aqui pesar qual sofrimento é maior. Quero mostrar que é mais fácil nos identificarmos com o menino sírio, por isso, tamanha comoção!

O que esta imagem me fez pensar é que, há muitos anos nos acostumamos a ver a fome na África, no Brasil e outros países subdesenvolvidos.

Mas ver crianças branquinhas e bem vestidas, morrerem afogadas, fugindo da guerra, buscando abrigo em países estrangeiros… essa imagem ainda não nos habituamos!

E temo que ainda ão de haver muitos outros Aylan… e temo ainda mas que nos habituemos, assim como nos habituamos a ver gerações passando fome.

Que a vida de Aylan e todos que estão morrendo de fome ou por causa da guerra não seja em vão!

Que não percamos a sensibilidade diante da dor do próximo, seja ele quem for.

E se não podemos amenizar as dores mundo, comecemos por nós, nossa família, nosso quintal, nossa cidade.

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Juliana Bettini

Botao