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Mulheres a Bordo!

Esta semana recebi um texto falando sobre sobre o primeiro concurso público para ingresso de mulheres na Escola Naval. Achei muito pertinente dividir com vocês, e para isso fui buscar a fonte. Foi assim que encontrei o blog Mulheres na Marinha, gerenciado e escrito por Sheila Aragão e Helena Maria Peres, e esta gentilmente me autorizou a publicar, na íntegra a introdução feita por ela e o texto emocionante falando de mulheres lindas e fortes, e verdadeiras heroínas que conquistaram o direito, por competência, de fazer parte da Marinha do Brasil!
Maria José Klein
Por: Capitão-de-Fragata Helena Peres
O público leigo não sabe que a Marinha promoveu, em 2013, o primeiro concurso público para ingresso de mulheres na Escola Naval.
A relevância deste ato, após 33 anos do efetivo ingresso da mulher, como militar na Força, já representa, por si só, um fato histórico, digno de registro.
As circunstâncias que o antecederam, foram objeto do livro Mulheres a Bordo, recentemente lançado (www.mulheresabordo.com.br).
Fora isso, para as 12 vagas abertas inscreveram-se cerca de 3000 candidatas ressaltando mais ainda a dificuldade do processo e a dimensão do êxito das aprovadas.
O texto que se segue, pertinente e atual, foi escrito por Carla Andrade,  tia de uma das Aspirantes selecionadas, e não se restringe ao assunto, fazendo uma abordagem magistral e uma crítica ao nosso cotidiano.
Recomendo sua leitura !!!
Uma Foto Vários Sentimentos

Uma Foto Vários Sentimentos                        Por Carla Andrade

“De todas as transformações que o nosso país enfrenta, não tenho dúvida que a pior delas é inversão de valores.
Não estou falando dos atores, mas da plateia.
Quem determina o sucesso de um espetáculo é o público. Por melhor que sejam os atores e o enredo, se o público não aplaudir, a turnê acaba.
Nós somos a sociedade, nós somos a plateia, nós dizemos qual o espetáculo deve acabar e qual precisa continuar.
Se nós estamos aplaudindo coisas erradas, se damos ibope a pessoas erradas, de que estamos reclamando afinal?
Somos nós que continuamos consumindo notícias de bandidos presos e condenados.
Somos nós que consumimos notícias de arruaceiros que ganham mesada para depredar o nosso patrimônio.
Somos nós que damos trela para beijaços, toplessaços, marcha de vadiaças, dos maconheiraços, dos super-heróis que batem ponto em “manifestações” (e que gostam de cozinhar-se dentro de uma fantasia num sol de 45 graus), e todos os tipos de histéricos performáticos que querem seus 15 minutos de fama.
Quando fazemos isso, estamos dando-lhes valores que não têm. Estamos dando-lhes atenção. Estamos dedicando-lhes o nosso precioso tempo.
Passou da hora de dar um basta nisso!
Por que os nossos jornais estão recheados de funkeiros ao invés de medalhistas olímpicos do conhecimento?
Por que vende-se mais jornal com notícia de um funkeiro que largou a escola por já estar milionário, do que de um aluno brilhante que supera até seus professores?
Por que sabemos os nomes dos BBBs e não sabemos os nomes dos nossos cientistas que palestraram no TED?
Por que muitos não sabem nem o que é o TED? Ou Campus Party?
Por que um evento histórico para o Brasil como o ingresso da primeira turma feminina da Escola Naval não é noticiado?
Por que um monte de alienadas com peitos de fora, merecem mais as manchetes do que as brilhantes alunas, que conquistaram as primeiras 12 vagas, da mais antiga instituição de ensino superior do Brasil?
Por que nós continuamos aplaudindo a barbárie, se ainda temos valores?
O país não mudará se nós não mudarmos o foco!
Os políticos não mudarão se nós não refletirmos a sociedade que queremos!
Já passou da hora de nos posicionarmos!
Ostracismo a quem não merece a nossa atenção e aplausos para quem faz por merecer.
Merecer! Precisamos devolver essa palavra para o nosso dicionário cotidiano.
Meu coração ao olhar essa foto hoje, se divide em vários sentimentos distintos.
Muito orgulho de ser mulher e me ver representada por essas guerreiras.
Elas não estão fazendo arruaça pleiteando igualdade. Elas conquistaram a igualdade estudando e ralando muito.
Elas tiveram que carregar na mão as suas malas pesadas no dia que entraram na Escola Naval. Não puderam puxar na rodinha não! Tiveram que carregar na mão igual aos aspirantes masculinos.
Elas foram e fizeram.
Mas ao contrário das feministas de toddynho, não estarão nas manchetes dos jornais de hoje. E isso me evoca outros sentimentos.
Sentimentos de revolta, de vergonha, e de constrangimento frente a essas mulheres, que não serão chamadas de heroínas por apresentadores de televisão. Mas estão dispostas morrer como heroínas por nosso país.
Parabéns Primeira Turma Feminina da Escola Naval de 2014. Vocês são a dúzia que vale muito mais que milhares!”

 

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Primeira Turma Feminina da Escola Naval de 2014

Durante o Curso de Intendência na Escola Naval, as aspirantes estudarão as disciplinas das áreas de administração, contabilidade geral e de custo, orçamento, finanças, abastecimento, logística, auditoria, entre outras.

Além da formação profissional-militar, as aspirantes receberão aulas de educação física, com a prática de esportes que poderão levá-las a pertencer a várias equipes como esgrima, vela, remo, vôlei, basquete, orientação, atletismo, judô e tiro, entre outras, e de também fazer parte dos vários grêmios, como de línguas, xadrez, comunicações, aviação, mergulho, música e fotografia.

Ao final do curso de quatro anos na Escola Naval, as aspirantes serão declaradas guardas-marinha, ocasião em que farão o 2º ciclo de instrução embarcadas no Navio Escola, e nesse período, de cerca de 6 meses, terão a oportunidade de visitar países das Américas, Europa, percorrendo os Oceanos Atlântico, Pacífico, e Mar Mediterrâneo, entre outros.

Após o regresso da viagem de instrução, as guardas-marinha intendentes serão nomeadas 2º tenentes e designadas para exercer atividades de tenentes nas diversas Organizações Militares do país, como os Centros de Intendência, Bases Navais e Fuzileiros Navais, entre outros.

Fonte: http://mulhernamarinha.com.br/

 

Sheila Aragão e Helena Peres

Autoras do Blog Mulheres na Marinha: Sheila Aragão e Helena Peres

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Escolhas

Por: Juliana Bettini

Este texto, escrevi em novembro de 2011… e agora, quatro anos depois senti uma grande necessidade de revê-lo, ou melhor, repensá-lo!

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Foto: Gil Fábio

Sou eu quem ascende o cigarro, quem puxa o gatilho.
Sou eu quem abre a geladeira, quem come o chocolate.
Sou eu quem calça o tênis e vai pra rua caminhar.
Sou eu quem liga a TV e se entoca no sofá!
Sou eu o meu melhor amigo e o meu pior inimigo!

Por mais que o meio e as pessoas à minha volta possam interferir no meu humor, sou eu a responsável por manter elevada minha auto estima!
Esperar por dias melhores pra que? Por quê?
Porque sou humana e como tal, uma  incansável insatisfeita?
Sou eu quem tem que fazer o dia melhor chegar logo! E que seja hoje!
O que eu estou esperando para me amar?
Para acreditar no meu potencial?
Quantas desculpas ainda vou dar para cometer os mesmos erros?
A minha vida é um presente tão raro, tão precioso e tão frágil… e eu só percebo isto quando a morte mostra a sua irreversibilidade!

Não quero mais pensar nos dias que desperdicei.
Não quero mais pensar no que me fez sofrer.
Eu só quero o que me faz bem e essa escolha é minha!

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Juliana Bettini

Botao

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Feliz aos 40!

Por: Dai Américo (amiga das Quarentando)

A Dai Américo é leitora do Blog e amiga das Quarentando. Ela escreveu este lindo texto para falar como se sente chegando aos quarenta!

Hoje, sou uma mulher, mas com cabeça e coração gigante de menina, tenho rugas e mais rugas, mas isso não me preocupa, não!

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Mil histórias pra contar, graças a Deus, afinal, histórias nunca vão faltar pra eu contar pro meu filho!

Uma barriguinha saliente, mas não fico sem dormir por isso, tenho muitas outras coisas bem mais preocupantes!

Varizes, estrias, gordurinhas localizadas, creme anti-idade, estes assuntos fazem parte da minha vida, diariamente, mas nem chegam a me dar dor de cabeça…

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Quanto aos meus cabelos? Já foram loiros, bem pretos, com mechas, bem curtinhos, bem compridos e, acreditem, hoje são naturais.

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Mas sabem de uma coisa? Sou feliz assim, pois me amo, amo e sou amada, tenho conquistas diárias, tenho amigos verdadeiros, uma família real, que tem altos e baixos todos os dias, tenho um emprego e colegas divertidos!!! São bem mais coisas a agradecer do que reclamar!

Então, estou no lucro né?

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Dai Américo