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Carta entre amigas 3 – Força na Peruca!

Tubarão, 26 de julho de 2016.

Oi Helck, como vão as coisas?

Então menina, tá difícil de eu achar alguém, da nossa idade (fiz uma cara de espanto agora…), que não tenha tomado Sadol, Biotônico Fontoura, ou não tenha experimentado o leite condensado direto da lata. Então não se culpe pelo que já passou. Lembrando, que eu também era magrela, e as pernas eram uns cambitos!

Vou te contar, que inveja dos teus ‘só’ seis quilos! Eu já passei dos 20 quilos há mais, isso contado o peso que eu tinha, exatamente no mês que engravidei. Olha que já fiz de tudo, até remédio já tomei… É só o tempo de parar e ter o efeito rebote, volta tudo em dobro. Então, eu não quero mais nem saber de remédio, até dá uma tentaçãozinha, mas não quero mais… Penso que, se eu precisar de remédio, ou shake (este eu também já tentei) pra emagrecer, prefiro ficar fora do padrão imposto de magreza!

Pra ajudar eu também sou taurina, né? E a zona de conforto é tão gostosa… Mas este ano eu resolvi começar as coisas de forma diferente, agarrei uma reeducação alimentar e exercícios, onde musculação foi o principal! E comecei já em fevereiro, uma novidade, pra quem começava sempre no mês de agosto…

Procurei uma nutricionista, sabe, esta é a quarta vez que eu procuro uma nutricionista, e segunda vez com a mesma… Ela é nutricionista funcional, entende muito bem as compulsões, consegue me orientar nas trocas, e eu fui lá, em março, fazer minha primeira consulta, novamente!

O primeiro mês foi fantástico, ótimos resultados no retorno do final de abril, daí veio o mês mais complicado: maio! Um mês lotado de compromissos sociais, contando meu aniversário, do marido, de sobrinhos, e por aí vai. As coisas começaram a andar mais lentas. E não é desculpa, não. Essas coisas acontecem mesmo, e se nós não conseguirmos gerenciar um doce aqui, e uma taça de vinho ali, é mais complicado pra quem sofre de compulsão, e gosto extremo pela bebida e comida deliciosa de cada dia. E o fato da minha nutri ser ligadona nessas coisas, me deixam menos tensa na hora de conversar com ela, e conseguirmos adaptar meu dia a dia, pra não enlouquecer ao longo do processo.

Esses meses de junho e julho, também são um tanto preocupantes, mas estou levando bem, além da musculação, agora faço também Ballet Fitness, acabei forçando um pouco nos pesos e meu joelho reclamou, dei uma parada de duas semanas, mas já estou novamente à ativa. Estou até pensando em encaixar uma corridinha de vez em quando, quem sabe pra começar no mês de agosto, heheheheh

Talvez o que falte não seja atitude, mas coragem de mudar, de tentar, perder o medo de errar, ou de fracassar, esquece isso! Veste logo estas roupas fitness, calça este tênis e cai na estrada!

Eu tô até pensando umas coisas por aqui, porque barriga de tanquinho, também é um dos meus objetivos! Mas plástica ainda tenho medo de fazer…

Beijos cheios de carinho e saudade!!!

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Maria José Klein

Botao

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Carta entre amigas 2: Mudando a rotina

Por: Helck Souza

Curitiba, 14 de julho de 2016.

Juliana, minha querida!

Inércia? Você? Como assim? Guria, você mudou totalmente a sua vida, saiu de uma cidade, de um estado e foi para outro, apostou num novo recomeço e aí vem toda “jururú”, me falar de inércia? Desculpa amiga, devem ser os dias nublados ou a TPM falando mais alto.

Você está se adaptando. Se adaptando a uma nova cidade, a uma nova perspectiva de vida. Em um tempo em que, aparentemente, grandes mudanças estão acontecendo em nosso país.

Inércia ao meu ver, é a falta de progresso, seja ele qual for. E vejo um grande progresso em vocês que, há algum tempo, estavam sem perspectivas. Observe as transformações da tua família.

Por falar em progresso e já que é para abrir o coração, percebo que estou carente dele numa área que você conhece e achei que eu nunca precisaria: dieta. Eu, que sempre fui a magrela da turma, que tomava leite condensado direto da lata, que tomava Sadol, Biotônico Fontoura, o tal do Scotti (óleo de fígado de bacalhau + associações) e que sempre apreciei os prazeres a mesa, percebo agora o quanto tudo isso pesou. Sim, isso virou um problema e que só em pensar já me dá fome. Parece que ando comendo meus problemas, e quando não os tenho, crio. Ainda mais com o frio intenso aqui de Curitiba. Mas usar isso como desculpa é muito raso da minha parte.

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Seis quilos. Um pacote de arroz de cinco quilos mais um quilo de feijão. Hoje fui ao mercado e coloquei-os no meu carrinho de compras. Imaginei tirando esses seis quilos do meu corpo com a mesma facilidade que tirei das gôndolas do mercado. Que maravilha se fosse simples assim. Mas, nessa altura da vida, no “alto” dos meus quarenta e dois anos (nesse momento faço a conta mentalmente: quatro mais dois igual a seis. Seis, seis quilos. Ô tortura!), estou buscando uma vida mais saudável, mais light. Não que eu não seja saudável, ou que tenha uma alimentação ruim. Mas voltar a fazer uma atividade física se faz necessária nesse momento.

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Aí penso, caramba, conheço tanta gente que emagreceu dez, quinze, vinte quilos…, eu só preciso de seis. É um número bem aquém, e justamente por saber disso, vou procrastinando a promessa de voltar a mexer o corpo. Amanhã eu começo, amanhã  eu retorno às minhas caminhadas, amanhã tudo se resolve. Claro que o amanhã não chega. Faço tudo certinho mentalmente: logo cedo levo os filhos para a escola/faculdade, volto, tomo meu café da manhã e vou caminhar no parque. Ou, depois do café, vou fazer hidroginástica no clube, ou ainda, vou para a academia de trinta minutos. Na volta para casa, passo na quitanda e refaço o estoque de saladas da semana. Tudo lindo, mentalmente tudo funciona. Aí procuro a tal da motivação para isso. Cadê? Acho que comi, só pode!

Penso comigo: de amanhã não passa! Aí ouço aquela maldita voz lá no fundo da mente dizendo: Helck quem você quer enganar?

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Da lista de mudanças para 2016, a reeducação alimentar e o retorno às atividades físicas que prometi que faria são as que mais me incomodam. A reeducação eu começo, consigo adaptar e virar rotina aqui e ali, com alimentos funcionais, integrais. Claro que, de vez em quando, deslizo e não resisto quando me deparo com alguma gordice pelo caminho. Mas a volta às atividades físicas, isso me pega de um jeito que eu sempre tenho uma desculpa para mim mesma.

Aí fico ruminando comigo, como uma boa taurina, eu tenho uma teoria. O fato de não voltar a atividade física me incomoda? Sim. Mas não o suficiente para que a mudança aconteça. A zona de conforto é realmente confortável e tenho uma certa vergonha ao afirmar isso. Porque eu quero mudar, sei como fazer e me falta atitude. Entre querer, saber e agir há um caminho a percorrer. Estou criando coragem, mudando o meu mindset, aprendendo a dizer não ao comodismo e focando nas minhas prioridades, no que é de fato importante. Eu chego lá. Depois das férias de julho o projeto é que a atividade física vire rotina. Agora estou tirando o pó do tênis e lavando as roupas fitness.”Attraversiamo”.

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Beijinhos!!!

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Helck Souza

Botao

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Cartas entre amigas – 1: Nublou

Joinville, 03 de julho de 2016.

Hoje é um domingo nublado, assim como tem sido os últimos dias por aqui, com o sol bastante acanhado.

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E aí, me pego, talvez como a maioria das pessoas, pensando que chegamos ao meio do ano! Ainda não é Natal, mas e o que você fez, Juliana?

Essa pergunta anda me perseguindo…

No meu caso, mudei de cidade, de Assis (SP) para Joinville (SC), e isso fez mudar muitas coisas… Pois, por motivos de contenção financeira, a casa é menor e a mudança ainda não veio por completo. Ah! E nem virá, fui obrigada a me desfazer de alguns móveis por questão de espaço. Mas adianto que isso não me faz sofrer!

O que de verdade me deixa inconformada é a inércia. Algo que sempre me incomodou e que, as vezes, acho que é o meu carma. Uma vontade louca de fazer mil coisas e não saber por onde começar, uma sensação de estar atada!

Quando digo que acho que é meu carma, é por que, por inúmeras vezes comecei coisas e as abandonei. Algumas por desinteresse, outras pelas circunstâncias… e assim, como se fosse cíclico, volta a sensação de, apenas, ver o tempo passar, escorrendo pelos meus dedos e eu assistindo passivamente.

Há dias em que acordo no pique! Normalmente quando o sol dá o ar de sua graça. Quero limpar a casa, retomo a dieta, corro para ver vagas de trabalho (e a crise que passamos toma forma de carrasco para minhas expectativas) mesmo assim, passo o dia pensando em como posso dar A guinada…

Nos dias que sol some, o ânimo para a dieta encontra meu repertório de desculpas, a vontade de arrumar a casa esbarra no controle da TV, no livro que está à minha espera na cabeceira da cama…. e a Crise me mostra que vai ser mais difícil do que eu imaginava voltar ao mercado de trabalho.

É amigas, comecei esse texto pra falar das minhas resoluções de início de ano e me pego falando daquilo que por meses, vem apertando o meu coração!

Não sei quanto a vocês, mas nessa hora os 41 anos tem um peso grande! E não tem nada a ver com vaidade, pra mim é existencial…

Talvez hoje eu ande meio nublada…

Beijos ensolarados!

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Juliana Bettini

Botao