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Meu filho é um caçador de Pokemon, e agora?

Por: Helck Souza

Saiba os cuidados necessários para que seu filho jogue Pokemon Go de forma saudável e sem surpresas negativas.

pokemon go quarentando

Lançado há somente 5 dias no Brasil, o jogo para smartphone é um fenômeno mundial. Na escola dos meus filhos é só o que se fala, meu Gui, de doze anos, conversa animadamente comigo no trajeto da escola para casa tentando me explicar do que se trata: “precisamos parar numa PokéStop, acabaram as minhas Poké Bolls,… estou vendo no meu Pokédex, que tenho um Pokemon evoluído então já posso escolher uma equipe e participar do Pokemon Gym!” E assim ele vai me contando, inclusive as estratégias para pegar um Pikaxú.

Oi???  Mamãe chamando Guilherme!!!

Claro que baixei o jogo no meu celular e pedi para ele me explicar do que exatamente se trata. Afinal, como eu sempre digo para eles, o saber não ocupa espaço, então, vamos saber que jogo doido é esse que mistura realidade virtual e real.

Entendendo o POKEMON GO:

Abri o jogo e me tornei uma caçadora de Pokemons oficial, como no filme. A ideia é caçar os monstrinhos de bolso, capturando-os com as Poké Bolls que você atira neles. Até aí, tudo bem. Mas os Pokemons estão no mundo virtual e são rastreados com o mapa do mundo real. Quando um deles é encontrado, o aplicativo emite um alerta e, com a câmera do smartphone ativada, o monstrinho aparece superposto a cena da vida real, na tela do aparelho, misturando a imagem real e a virtual, o que chamam de realidade aumentada (aqui abro um parentese para dizer que quem está jogando não precisa ficar vidrado na tela do aparelho celular, já que o app avisa quando encontra uma criaturinha). Então você joga a pokebola (Poké Boll) e captura o bichinho, claro, primeiro deve acertar o lançamento da tal pokebola, enquanto não acerta, ele não é capturado.

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Depois disso, os Pokemons capturados ficam na Pokedéx – algo como um índice de todos os monstrinhos catalogados, de acordo com cada jogador. E assim você vai subindo de nível e, a partir do nível 5, você pode participar da “academia Pokemon” (Pokemon Gyms), onde poderá treinar o monstrinho para participar de competições. Essas Pokemon Gyms, estão em locais de grande fluxo de pessoas. Aqui em Curitiba, por exemplo, tem três no Parque Barigui, outras no Parkshopping Barigui.

pokestop quarentando

 

As “PokéStop” são lugares que você pega itens que fazem parte do jogo, como as Poké Bolls, por exemplo. Tudo isso virtualmente, mas você deve estar no local real.

 

Cuidados necessários para que seu filho jogue Pokemon Go de forma saudável:

  1. Não deixe seu filho sair andando sozinho pela rua com o celular na mão para jogar. Acompanhe-o, principalmente na primeira vez. Lembre-se que o celular é um chamariz para assalto. Aqui em casa temos uma regra, é proibido o uso do celular na rua, fora do condomínio.
  2. Você pode levar seu filho ao supermercado, fazendo suas rotinas diárias. Assim, ele joga fora de casa sob seus cuidados.
  3. Leve-o ao shopping, lá tem tudo o que ele precisa para o jogo
  4. Se sua cidade tem parques movimentados, leve-o também.
  5. No carro, enquanto você dirige, ele pode jogar.
  6.  E, se você tem um ponto comercial, seja ele qual for, é possível mandar e-mails e solicitações pedindo PokéStops e ou Ginásios  acesse aqui o site da Niantic e clique na opção “Submit a Request” e depois em “Report an issue with a Gym or PokéStop”.
  7. O jogo é gratuito, mas existem possibilidades de compra online para ajudar nos jogos. É recomendável observar as configurações do smartphone do seu filho, para evitar surpresas desagradáveis.
  8. Caso você deixe-o sozinho ou com amigos no shopping, por exemplo, oriente-o a respeito da bateria do celular, já que ele pode ficar jogando e só perceber quando acabar a bateria e ficar incomunicável, para desespero de nós, mães. Procure alternativas como o powerbank, que nada mais é que uma bateria extra.
  9. Para utilizar o aplicativo, é necessário o uso de redes de dados móveis (3G/4G), então é sempre bom observar para não esgotar o uso desses dados.

Acima de tudo, como em qualquer jogo, é importante colocar limites, a criança não pode viver somente jogando, é preciso moderação.

E, quando falo em moderação, quero consequentemente dizer o quanto somos responsáveis sobre a educação dos nossos filhos, não é mesmo?  Que existe uma grande diferença entre educar e criar, e sobre isso a gente falou nesse outro post: Educar X Criar.

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Helck Souza

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Carta entre amigas 2: Mudando a rotina

Por: Helck Souza

Curitiba, 14 de julho de 2016.

Juliana, minha querida!

Inércia? Você? Como assim? Guria, você mudou totalmente a sua vida, saiu de uma cidade, de um estado e foi para outro, apostou num novo recomeço e aí vem toda “jururú”, me falar de inércia? Desculpa amiga, devem ser os dias nublados ou a TPM falando mais alto.

Você está se adaptando. Se adaptando a uma nova cidade, a uma nova perspectiva de vida. Em um tempo em que, aparentemente, grandes mudanças estão acontecendo em nosso país.

Inércia ao meu ver, é a falta de progresso, seja ele qual for. E vejo um grande progresso em vocês que, há algum tempo, estavam sem perspectivas. Observe as transformações da tua família.

Por falar em progresso e já que é para abrir o coração, percebo que estou carente dele numa área que você conhece e achei que eu nunca precisaria: dieta. Eu, que sempre fui a magrela da turma, que tomava leite condensado direto da lata, que tomava Sadol, Biotônico Fontoura, o tal do Scotti (óleo de fígado de bacalhau + associações) e que sempre apreciei os prazeres a mesa, percebo agora o quanto tudo isso pesou. Sim, isso virou um problema e que só em pensar já me dá fome. Parece que ando comendo meus problemas, e quando não os tenho, crio. Ainda mais com o frio intenso aqui de Curitiba. Mas usar isso como desculpa é muito raso da minha parte.

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Seis quilos. Um pacote de arroz de cinco quilos mais um quilo de feijão. Hoje fui ao mercado e coloquei-os no meu carrinho de compras. Imaginei tirando esses seis quilos do meu corpo com a mesma facilidade que tirei das gôndolas do mercado. Que maravilha se fosse simples assim. Mas, nessa altura da vida, no “alto” dos meus quarenta e dois anos (nesse momento faço a conta mentalmente: quatro mais dois igual a seis. Seis, seis quilos. Ô tortura!), estou buscando uma vida mais saudável, mais light. Não que eu não seja saudável, ou que tenha uma alimentação ruim. Mas voltar a fazer uma atividade física se faz necessária nesse momento.

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Aí penso, caramba, conheço tanta gente que emagreceu dez, quinze, vinte quilos…, eu só preciso de seis. É um número bem aquém, e justamente por saber disso, vou procrastinando a promessa de voltar a mexer o corpo. Amanhã eu começo, amanhã  eu retorno às minhas caminhadas, amanhã tudo se resolve. Claro que o amanhã não chega. Faço tudo certinho mentalmente: logo cedo levo os filhos para a escola/faculdade, volto, tomo meu café da manhã e vou caminhar no parque. Ou, depois do café, vou fazer hidroginástica no clube, ou ainda, vou para a academia de trinta minutos. Na volta para casa, passo na quitanda e refaço o estoque de saladas da semana. Tudo lindo, mentalmente tudo funciona. Aí procuro a tal da motivação para isso. Cadê? Acho que comi, só pode!

Penso comigo: de amanhã não passa! Aí ouço aquela maldita voz lá no fundo da mente dizendo: Helck quem você quer enganar?

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Da lista de mudanças para 2016, a reeducação alimentar e o retorno às atividades físicas que prometi que faria são as que mais me incomodam. A reeducação eu começo, consigo adaptar e virar rotina aqui e ali, com alimentos funcionais, integrais. Claro que, de vez em quando, deslizo e não resisto quando me deparo com alguma gordice pelo caminho. Mas a volta às atividades físicas, isso me pega de um jeito que eu sempre tenho uma desculpa para mim mesma.

Aí fico ruminando comigo, como uma boa taurina, eu tenho uma teoria. O fato de não voltar a atividade física me incomoda? Sim. Mas não o suficiente para que a mudança aconteça. A zona de conforto é realmente confortável e tenho uma certa vergonha ao afirmar isso. Porque eu quero mudar, sei como fazer e me falta atitude. Entre querer, saber e agir há um caminho a percorrer. Estou criando coragem, mudando o meu mindset, aprendendo a dizer não ao comodismo e focando nas minhas prioridades, no que é de fato importante. Eu chego lá. Depois das férias de julho o projeto é que a atividade física vire rotina. Agora estou tirando o pó do tênis e lavando as roupas fitness.”Attraversiamo”.

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Beijinhos!!!

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Sejamos infiéis

Por: Helck Souza

Não quero aqui discursar de modo culpabilizante, apontando quem faz certo ou errado, até porque o certo ou o errado é uma questão de perspectiva. E, muitas vezes, a transgressão é o maior atrativo para a infidelidade.

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No meu caso, não me encaixo no certo nem no errado, muito menos no que é transgressivo. Sou fiel àquele que agrega ao relacionamento, quando não agrega eu simplesmente descarto e procuro logo um substituto à altura. Como é o caso, por exemplo, do sabão em pó. Se ele não oferece o “branco que a minha família merece”, dispenso e procuro outro. Por mais que, na tentativa de me convencer, ouço ou vejo dizerem: “Ah! se todo branco fosse assim”. Desculpa, mas se todo branco fosse assim, não seria branco, pelo menos não aqui em casa. Então, mudo logo, procuro por outro… Aventurei-me nos sabões líquidos e vi que além de mais econômicos, deixam um cheirinho gostoso nas roupas.

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Se o produto não cumpre o que promete, na próxima ida ao mercado compro outra marca até encontrar uma que se adeque a minha necessidade. E agora, com essa crise que está batendo em nossa porta, a seara do consumismo individual vai sendo freada. O aumento das despesas fixas, como energia elétrica, água, gás, combustíveis, etc, repercutem em todos os lados. É perceptível no bolso, a cada vez que vamos ao mercado, que o produto tem um preço diferente. Com isso, a fidelização para com as marcas está se ruindo pois o consumidor está buscando alternativas para fazer render o seu dinheiro.

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Vamos agora presenciar a muitas brigas de cachorro grande, as agências de marketing terão que ser mais que criativas para àqueles que até então se identificavam com as marcas.  O velho clichê “crise é oportunidade”, oferecerá às pessoas a oportunidade para repensarem antes do impulso de comprar. Teremos um percurso doloroso pela frente, principalmente para quem está nadando a favor dessa corrente até então desenfreada.

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Há pouco mais de dois meses para o Natal, aposto no “Natal do consumismo consciente”, em que a oferta será maior que a procura ou, ainda, a oferta deverá ser muito atrativa para fisgar o consumidor. Agora, mais do que nunca, reciclagem é a palavra da vez. E, finalmente, o consumidor será infiel às marcas e fiel ao seu bolso, à sua realidade.

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Menos registro, mais contemplação

Por: Helck Souza

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A imagem que você vê acima e que viralizou na última semana nas redes sociais tendo como título: “Estamos perdendo a capacidade de aproveitar os momentos importantes”, mostrando dezenas de pessoas com seus celulares nas mãos, tentando conseguir uma foto de um evento enquanto, no meio delas, uma senhorinha atenta acompanhava tudo tranquilamente, fez-me lembrar de um momento muito especial da minha vida.

28 de abril de 2006. Era o segundo dia em que eu e meu marido estávamos em São Paulo, acompanhando a terceira visita do Dalai Lama ao Brasil. Na visita anterior, em 1999, ele veio também a Curitiba e eu não participei por estar com a minha filha do meio com pouco mais de um mês. Então, só foi o meu marido, com a promessa de que, na próxima visita eu não perderia por nada. E assim a promessa foi cumprida.

No dia anterior, 27 de abril, fomos até Cotia, no templo Zu Lai, para um seminário com ele e uma multidão de pessoas. As primeiras palavras do Dalai foram uma chibatada sutil em boa parte dos que estavam presentes. Começou falando sobre as roupas das pessoas, dizendo que reconhecia algumas delas como do budismo tibetano, do zen budismo, de monges de muitas nacionalidades, e roupas que ele não identificava, brincou dizendo que eram roupas de outro planeta. Todos riram, ele ficou sério e disse que é um pouco crítico com ocidentais que entram em contato com as tradições orientais, como a budista e começam a mudar seus hábitos exteriores. “Primeiro, abandonam suas tradições de origem. Depois, mudam suas roupas, vestindo-se como os orientais se vestem. Em seguida, mudam os móveis da sua casa. Mudam seu comportamento, mudam seus gestos…(…) acho que isso não é bom”. E continua o pensamento sendo o mais direto possível: “Prefiro pessoas que conservem suas tradições de origem e aprendam o que podem aprender com o budismo, aplicando suas novas descobertas dentro de sua maneira cultural própria. O budismo não está nas regras monásticas nem na aparência”.

Foto do Dalai no templo Zu Lai que tirei 27;04;2006

Foto do dia 27, no templo Zu Lai, quando Dalai Lama olhou na minha direção.

E continua com a sua fala durante todo aquele dia, com pausa para o almoço. Mas esses primeiros dois minutos foram o que mais me marcaram. E é o que eu carrego comigo. Então, sou católica sim, praticante nem tanto. Para mim, Dalai Lama e o Papa Francisco estão no mesmo patamar, merecem meu respeito e minha admiração.

Aos meus olhos eles são pessoas que estão acima do bem e do mal. Fazem parte de um nível muito mais avançado de humaninade. São seres evoluídos, iluminados, que vibram de forma ampla, pura.

Papa Francisco

Continuando o meu relato, no dia seguinte, fomos até o Ginásio do Ibirapuera, SP, para a palestra “O poder da compaixão”. O ginásio estava lotado, a minha ansiedade em ver novamente aquele quem aprendi a respeitar e admirar desde criança era tanta que parece que demorou uma eternidade até ele adentrar ao ginásio e iniciar a palestra. Mais uma vez, os ensinamentos do Dalai Lama foram profundos. Quando a palestra estava caminhando para o final, não consegui mais prestar atenção, tudo o que eu pensava era que ele iria embora e eu não poderia chegar mais próximo. Fiquei inquieta, com o coração apertado… Cutuquei o Gil, meu marido e disse: olha, ele vai sair por algum lugar desse ginásio e eu preciso chegar mais perto dele, vem comigo? Ou, se você quiser, combinamos um lugar para nos encontrar. Ele veio comigo, e o nosso amigo, Tadeu (que não está mais conosco nessa vida) foi também. Para onde? eu também não sabia. Só sabia que precisava ir. Abro um parêntese aqui para dizer que geralmente sou muito contida com relação a impulsos, não costumo dar muita atenção para isso, mas o que aconteceu foi algo que não sei explicar. Fecha parêntese. Saí correndo e eles atrás de mim. Circulei o ginásio, até encontrar a grade de metal (igual à da foto com a senhorinha) do outro lado da cerca, os seguranças e assistentes do Dalai. Chamei um deles e perguntei se ele iria sair por aqui e ele falou que sim. Pedi, como uma criança pede um doce, para que eles deixassem o Dalai chegar pertinho da gente, que eu queria bater foto e ele disse que provavelmente o próprio Dalai viria até a gente. Alguns minutos depois várias pessoas foram se aproximando e se amontoaram na grade, junto conosco, muitos atrás de nós. Ouvimos os aplausos de dentro do ginásio e logo ele aparece junto com os monges e outras pessoas da organização do evento.  Liguei a máquina fotográfica, queria registrar tudo. Ele calmamente foi se aproximando, os seguranças pedindo para que todos ficassem calmos e não empurrassem ninguém ou ele não se aproximaria mais, então o Dalai foi cumprimentando um por um daqueles que estavam mais próximos da grade. A partir desse momento eu, que fiz quatro anos de jornalismo, não consigo encontrar as palavras certas para descrever o que aconteceu. Uma onda de paz foi acalmando a todos, até que chegou a minha vez…

Não foi um cumprimento de mão com mão, a mão direita dele segurou o meu pulso direito e a minha mão segurou o dele. Consegui sentir o pulsar dos batimentos cardíacos no pulso dele e parecia que podia ouví-los batendo no mesmo ritmo do meu. Ele olhou no fundo dos meus olhos e eu mergulhei num olhar que nunca, até então, havia visto. Um olhar profundo, que entrou no meu interior e me viu em essência, se é que posso explicar dessa forma. Tudo isso em segundos que me pareceram uma eternidade… deu um sorriso cheio de compaixão e foi cumprimentar a pessoa que estava do meu lado esquerdo. Extasiada penso: puxa, não falei nada para o Dalai, nem agradeci… e as lágrimas começaram a jorrar dos meus olhos. Fiquei paralisada até que o Gil e o Tadeu chegaram ao meu lado, o Gil toca no meu braço e pergunta sobre as fotos, olho para ele despertando daquilo que parecia um sonho e pergunto que fotos? Ele pega a máquina fotográfica ligada e pendurada no meu braço esquerdo e desliga. Só posso dizer que não preciso de fotos para lembrar desse momento tão pleno, tão sublime…

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Sim, precisamos falar sobre isso.

Por: Helck Souza

Você já parou para pensar que os anos passaram, mulheres queimaram seus sutiãs em praça pública, conquistaram o direito ao voto, trabalham lado a lado com os homens, exercem cargo executivos muitas vezes com mais maestria e no entanto, as revistas chamadas femininas tratam essas mesmas mulheres como objetos?

Sim, estamos em pé de igualdade ou, acredito, ultrapassamos em muito a habilidade dos homens já que temos, muitas vezes, duplas ou triplas funções, como ser mãe e gerenciar o trabalho doméstico, por exemplo. E as revistas femininas nos informam mês a mês que temos que saber as “sete maneiras infalíveis de agradar o homem na cama” ou “dicas para conquistar de vez seu marido”, ou ” tudo que você precisa saber para agradar o seu amor”; tem também: “como ser a mulher perfeita”, ” depilação íntima: saiba qual tipo os homens gostam mais”, “As sete posições sexuais que mais estimulam o prazer do homem”… e por aí vai.

Estamos em 2015, século 21 e as revistas femininas continuam nos “doutrinando” como antigamente. Reforçam a submissão feminina. Sim, existem muitas mulheres que se encaixam perfeitamente nesse padrão. Mas isso não é generalizado. Os assuntos de interesse da mulher não se resumem somente a roupas, homem, dieta, homem, moda, homem, academia, homem, limpeza da casa, homem, homem, homem… Somos muito mais do que isso!

Você deve estar pensando: Ah! Lá vem a Helck com o seu feminismo barato de folhetim…

Aí eu pergunto: o que é feminismo para você? Você é daqueles que diz que não é machista nem feminista e sim humanista?

Vamos por os pingos nos “is”.  Se você acha que o feminismo é o oposto do machismo, você está plenamente enganado. Feminismo não prega o domínio das mulheres sobre os homens, nada disso. O feminismo fala de igualdade, de direitos iguais e sobretudo de respeito. Então, se você, em algum momento da sua vida falou ou pensou que não é feminista mas defende que todos devem ser tratados com os mesmos direitos e com igualdade, desculpa, você está dizendo que é feminista.

Agora, se você é homem ou não concorda com tudo o que eu falei até agora, imagine uma revista como essas das fotos abaixo, direcionadas à você. Como você se sentiria?

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Foi dessa forma que as irmãs e designers, Julia e Emília Teles, utilizando as redes sociais, resolveram encarar o machismo das capas de revistas femininas. Com o sucesso da divulgação na página Quadrinhos da Emília, com mais de 11 mil compartilhamentos. O sucesso inspirou a criação da fanpage Zine dos Omi. “Somos designers, nosso foco sempre foi os quadrinhos. Agora a gente deve aproveitar essa temática para promover mais debates nos próximos. O bom humor é o melhor remédio para combater o discurso de ódio”, afirmou Julia, que fala que a ideia é provocar reflexão sobre o assunto.

A fanpage até a tarde de hoje (sexta-feira) já está com mais de 16 mil curtidas. Agradando alguns e gerando discussões acirradas.

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