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Quantas vezes você já morreu nessa vida?

Por: Helck Souza

A primeira vez que morri, foi aos doze anos, quando soube que uma das pessoas que eu mais amava nesse mundo tinha partido, meu querido e saudoso avô materno. Esse foi um dos dias mais difíceis, relembro com muita tristeza. Aprendi que dor da perda, seja de quem for, nunca é superada. Nasce na memória a lembrança dos momentos e a saudade permanece.

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Depois, aos treze, morri ao descobrir que o menino que estudava comigo na escola, o meu primeiro amor platônico, se declarou para a minha melhor amiga… Já aos dezesseis, quando meu primeiro namoradinho terminou comigo. Nesse dia fiz uma promessa: só iria gostar de quem eu soubesse que gostava de mim. Ingênua, achava que poderia ter domínio sobre os meus sentimentos. Mais tarde, aprendi que a dor do primeiro amor, é substituída por outros amores…

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Achei que tivesse blindado o meu coração e que ninguém teria acesso fácil. Então aprendi, na prática, que amar se aprende amando e não racionalizando.

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Foi então que, pouco mais de um ano depois, meu amigo virou namorado, que virou marido, que virou pai dos meus filhos. Mas antes dele se tornar meu marido, eu morri.

Morri ao trancar a universidade por um ano.

Morri ao pedir demissão do trabalho e mudar para uma cidade que não conhecia.

Morri ao deixar todos os amigos, sonhos, projetos para trás.

Certamente essas foram etapas marcantes, algumas não foram fáceis. Acreditava que tinha todo o controle da minha vida, faltava um ano para a formatura, já tinha planos para um mestrado na universidade de Salamanca, com o pré projeto pronto. Tudo acertado na minha mente: pediria demissão do trabalho e esse dinheiro iria custear a viagem, alimentação e estadia. “Só” faltava falar para os meus pais e namorado, convencê-los da decisão. Estava ensaiando o discurso que iria mudar a minha vida quando descobri que ela já havia mudado, estava grávida. Naquele momento morri e todos aqueles planos morreram comigo.

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Tudo aconteceu muito rápido, o casamento, a barriga crescendo e eu maravilhada com essa possibilidade. Nasci como esposa, como mãe. Todo o resto era secundário, não fazia mais sentido. Descobri que existe um amor maior do que eu pudesse imaginar.

Nasci e vivi plenamente uma outra história que eu não havia traçado, mas que de alguma forma foi traçada para mim. Me tornei a mãe mais feliz do mundo, terminei a faculdade, peguei o meu diploma e guardei, ele já não era tão importante.

Mudei de cidade, para a capital mais fria do país. Um lugar, onde as pessoas se igualavam ao clima, pouco se cumprimentavam e mais uma vez morri, pois não tinha amigos e parentes perto, além da filha e do marido, que eram o centro do meu universo e eu orbitava feliz da vida ao redor dos dois. Fiz um pacto comigo mesma, estava estritamente proibida de morrer (de verdade) ou de ficar doente afinal, minha filha só podia contar com os pais…

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Aos poucos fui nascendo nessa cidade linda e um tanto hostil, recriei minha identidade nesse lugar onde não podia contar com muita gente.

Muito lentamente, fizemos novos amigos e sobrevivemos ao clima e ao comportamento das pessoas. E veio minha segunda filha. Agora, os tempos eram melhores, já me sentia pertencer a essa cidade com hábitos tão diferentes daquela de onde vim.

Ainda assim, morri quando descobri que ser mãe de duas crianças é diferente de ser mãe de uma. Nasci meio “zumbi” por não ter os avós delas por perto para me darem um descanso. Em contrapartida, eu queria tomar conta de tudo, “as minhas meninas eu que educo”, gritava em alto e bom som. E assim o fiz, com o apoio do marido, quando ele podia, já que alguém precisava pagar as contas no fim do mês.

E então, aos vinte e nove anos, quando pensava que tudo estava sob controle, mais uma gravidez, e a casa novamente voltou a ter cheiro e choro de bebê. As fraldas e as noites em claro, que já estavam escassas, retornaram para a minha vida. Mas com o terceiro filho, foi tudo mais fácil. Nasci mãe de três. E aqui estou, com três adolescentes. Quando olho para trás, me pergunto como consegui e confesso que não faço ideia, é aquela história de um dia de cada vez…

Hoje tenho a oportunidade de nascer de novo, de uma forma diferente e, por mais que as mudanças sejam difíceis quando estamos acomodados, resolvi encarar e viver essa nova perspectiva. Porque não arriscar? O que tenho a perder? Quando a gente pensa que nada mais vai deixar você com aquele brilho nos olhos ao encarar novos desafios, a vida, por si só, muda as circunstâncias, altera suas conveniências e novas motivações surgem.

A gente morre e nasce muitas vezes nessa vida, conforme a necessidade. Aprendi que todos os dias construímos castelos de areia, se a água bater, se a chuva desmanchar, se alguém chutar, é só construir outro. O importante é não faltar areia. Porque quando ela faltar, aí sim, a gente morre de vez.

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Helck Souza

Botao

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Sem medo de mudar

Por Juliana Bettini

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Pensando sobre as experiências acumuladas ao longo dos meus 40 anos acho que algo que posso me atrever a falar é sobre mudanças.

Contabilizando, até agora, cinco no currículo, aprendi na pele e, observando outras pessoas que passaram pela mesma situação que, independente de qual seja o novo lugar, a peça chave para a experiência ser positiva é: ADAPTAR-SE!

Não é o emprego, não é a cidade, o Estado ou o país ou qualquer outro fator externo… é a sua vontade ou habilidade para se adaptar ao novo!

Mudanças acontecem por vontade própria ou por necessidade. Seja qual for a situação é você quem vai conduzir o rumo das coisas.

Vou deixar bem claro que acidentes acontecem. Então tirando problemas de saúde e situações que fogem ao controle, você é o grande responsável para ser feliz ou não no lugar onde está!

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Quando fui morar em Curitiba, ouvi falar muito e até senti na pele, sobre a frieza do curitibano. Levando-se em consideração que é uma capital com mais de 2 mi de habitantes, é muito compreensível que as pessoas se tornem mais seletivas ou desconfiadas mesmo. E sim, é um povo mais reservado. Mas isso não me impediu de fazer amigos curitibanos e forasteiros como eu. Porém, conheci um casal que me chamou muita atenção. Eles eram de Marília, cidade natal do meu marido. Foram para Curitiba em busca de crescer profissionalmente e ali formar a família. Eles tinham muitos amigos para tão pouco tempo de cidade! Um dia, perguntei à Débora como eles fizeram pra conhecer tanta gente? E a resposta eu guardei como uma lição: “Quando chegamos além de procurar emprego, procuramos nos enturmar. Pra isso, entramos num coral.”

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Quando se sai do “ninho” para outras terras, é bom buscar pessoas com afinidades. Dessa forma podem nascer grandes amizades! E entrar em algum grupo como coral, igreja, voluntariado, enfim, qualquer tipo de coisa que reúnam pessoas com interesses em comum nos dá um tipo de passe livre para sermos acolhidos!

Esse exemplo também tive quando vim morar em Assis. Comentando com a mãe de um colega da minha filha e que, se tornou uma grande amiga. Disse a ela que me deixou muito feliz e surpresa o fato de ter me convidado pra sua casa sem me conhecer direito. E ela respondeu: “Ju, nossos filhos estudam juntos, isso já é suficiente”. Talvez suficiente numa cidade pequena. Mas não deixa de reforçar o fato de que interesses em comum aproximam as pessoas.

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Uma parte (a maior) do melhor que Assis me deu!

Também presenciei cenas de sofrimento com relação à mudanças.

Aqui mesmo em Assis, tive uma amiga que veio de São Paulo e não se adaptou de forma alguma! Acabou fazendo poucos laços, vivia na estrada indo e vindo de São Paulo e acabou voltando para a capital paulista.

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Nesse caso, um erro grave que eu vejo é a comparação. Comparar o que você tinha na outra cidade com a que você está, vai te impedir de saborear a novidade. Pois sempre haverá o mas. Imagine ela que comparava Assis a São Paulo????

Acredite. Não importa se a mudança é de uma capital para uma cidade do interior ou vice versa, de um lugar na serra para o litoral o da praia pro campo. A gente sempre consegue colocar um mas quando vai falar do novo lugar. Lembro de mim quando fui pra Curitiba: “Ah…Mas Jaraguá é bem mais limpa”!. E quando fui pra Floripa: “Ah… Mas em Curitiba as opções eram infinitamente melhores”.  Daí fui pra Criciúma: “Ah… Mas nada se compara a Floripa”!

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Florianópolis – incomparável!

Mesmo assim, vejo que consegui extrair o melhor de cada lugar que passei. E o melhor, evitei muito sofrimento desnecessário! Quando relutamos à mudança o sofrimento certamente vem. E como diz uma frase que eu gosto mas não sei quem é o autor: “A dor é inevitável, o sofrimento é uma escolha”.

A saudade da família é uma dor da qual se aprende a lidar. Isso é unanimidade entre todas as pessoas que conheço e que moram fora.

E tudo é uma questão de ponto de vista. O que pode parecer uma perda num primeiro momento é ganho se analisado sob outra ótica.

Para mim, adaptar-se não é aceitar tudo. É conseguir olhar o novo como uma possibilidade de se integrar ao meio, sem abrir mão de quem você é! E para isso há que se ser flexível. A mudança pode ser bem menos estressante se vista dessa forma!

Antes de virmos para Assis, nossa filha estava muito bem adaptada à escola em Criciúma (SC). Ficamos com receio da nova adaptação. Sentíamos por tirá-la de amizades que tinha tudo para ser pro resto da vida. Procuramos a psicologa da escola que nos disse: “Vocês podem ficar tranquilos quanto à isso, pois vocês estão dando à Maria Luísa a oportunidade de aprender a se adaptar desde cedo. A encarar o novo já nessa idade. Enquanto que alguns dos coleguinhas dela hoje, só terão que passar por isso quando chegarem à universidade, ela aprenderá isso na prática. Sem dúvida, um ganho considerável para o futuro dela”, concluiu a psicóloga.

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Uma parte das amigas de Assis.

De fato, foi mais tranquilo do que imaginávamos.

Por isso, se uma mudança acontecer na sua vida, por vontade própria ou não, encare de peito aberto! Não relute e nem gaste suas energias  com aquilo que não está ao seu alcance mudar.

Você vai ver que os bom amigos não se afastarão por conta da distância física e novos amigos virão para que a adaptação seja mais leve!

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Juliana Bettini

Botao

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Ninho vazio

Por: Helck Souza

Estava na fila do supermercado e a mulher na minha frente disparou a falar. Falava sobre o tempo chuvoso, sobre a cidade não ser mais o que era antes, sobre os preços absurdos dos alimentos… e foi enveredando um assunto atrás do outro, quase não conseguindo respirar entre eles. Um verdadeiro vômito de palavras.

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Tudo o que eu precisava naquele momento era de um pouco de silêncio, a mulher nem se deu conta disso e continuou. Eu fiz a minha melhor cara de paisagem, os meus ouvidos continuaram a ouvir, mas o meu cérebro não registrava mais o que ela falava. Quando se tem três filhos o cérebro fica esperto e consegue, de certa forma, desenvolver essa proteção. Não me pergunte como, simplesmente consigo abstrair e olhar a situação de forma diferente.

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Precisava de um tempo para organizar as minhas ideias, queria fazer uma faxina nos pensamentos… desisti, não era o momento. Então, segui com a minha cara de paisagem, já que a mulher despertou a minha curiosidade e continuei a observar. Ela deveria ter seus 45, 47 anos, bonita, muito bem vestida (na verdade, não olhei com detalhes a roupa, costumo olhar a bolsa e o sapato, com isso nós mulheres já temos uma ideia), e ela estava. O que não era o meu caso, já que usava um tênis e calça jeans surrada, manicure por fazer, cabelo amarrado num rabo de cavalo, protetor solar e labial e zero de maquiagem. Resumindo, estava no meu modo “mãe de três”, que utilizo semanalmente, salvo quando existe algum evento que precise de uma repaginada.

Bom, depois de analisar tudo isso, ela deu uma brecha, acho que para respirar melhor e eu pergunto: você tem filhos? Pergunta certeira: quatro filhos, dois já casados e os dois mais novos acabaram de se mudar da casa da família para o exterior. E ela mais uma vez desanda a falar… Estava triste por não ter mais os filhos em casa, não ter com quem conversar, a bagunça diária não existia mais… estava sofrendo o que, na psicologia, chamam de “síndrome do ninho vazio”.

Essa síndrome acontece quando os filhos saem de casa para construir vida própria e os pais (principalmente a mãe), não se sentem mais úteis ou importantes. O sofrimento daquela mulher, na fila do caixa do supermercado estava estampado na face. A solidão que ela sentia estava pairando no ar. A necessidade de atenção era evidente.

Claro, que a partir desse momento minha postura mudou. Perguntei o que estava fazendo para se ocupar agora sem os filhos por perto, ela disse que não havia pensado em nada e sugeri fazer algo que goste, aulas de algo que se identifique, como yoga, pilates, hidroginástica, artesanato, etc. Alguma coisa era preciso fazer. Nesse momento ela parou para pensar e concordou comigo, não poderia ficar em casa se lamentando, se sentindo assim. Precisava dar a volta por cima, reagir. Dava para perceber um certo brilho de ânimo em seu olhar. E assim, ela abriu a bolsa pegou o cartão e pagou a conta, colocou as sacolas de compra no carrinho e foi embora toda agradecida.

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Ponho, automaticamente, as minhas compras para pagar no balcão do caixa, e o silencio que eu queria tanto já não era mais necessário afinal, com três filhos adolescentes, inevitável não pensar que meu futuro poderia ser como o daquela mulher. Principalmente quando reclamo que ouço a palavra “mami” mais do que eu deveria ouvir. A necessidade da faxina e reorganização agora não era só mental, percebo uma certa urgência na mudança de postura. Quem deveria agradecer a conversa realmente era eu.

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Helck Souza

Botao

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A transformação leva tempo

Por Juliana Bettini

A repercussão sobre a propaganda d’O Boticário, do dia dos namorados, gerou um grande alvoroço desde sua exibição. Foi um dos assuntos mais comentados da semana. Por isso, a minha intensão aqui é dar um olhar otimista a toda essa polêmica.

O que eu quero falar, aproveitando o gancho, foi no que tudo isso me fez pensar: Sobre transformação do pensamento/comportamento coletivo.

Sou de uma época (não tão distante) em que, ainda lembro bem, piadas racistas eram totalmente aceitáveis, e, inclusive, eram propagadas em programas de TV, como Os Trapalhões.

Aos poucos, passamos por uma transformação onde o que era aceitável nos anos  80, tornou-se inconcebível nos dias de hoje!

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Isso era um produto dos anos 70/80

Assim como o hábito de se fumar em lugares fechados, não usar cinto de segurança, jogar lixo pela janela do carro… cenas que hoje nos chocam, eram completamente corriqueiras.

O que penso disso tudo é que estamos vivendo uma fase de transição.

Tardia? Sim! Bastante!

Porém, como gosto de brincar, “antes tarde do que mais tarde”!

Sei que não vivo esse preconceito na pele e, por isso, ele pode me parecer mais ameno. Mas acredite, apesar de não parecer, diminuiu muito!

E o que me leva a ter esse olhar otimista?

A própria repercussão. Pois se por uma lado o comercial chocou parte da sociedade, que se diz insultada. Ele também fez outra parte, com poder de formar opiniões, a se posicionar a favor do respeito e da tolerância às diversidades.

Sim! É isso que precisamos: Respeito e tolerância.

Afinal, toleramos tantos absurdos muito piores! Não deveria ser tão difícil tolerar a opção sexual do outro, certo?

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Pensando bem, estamos no meio desse caminho. Já presenciamos outras mudanças no comportamento social. Hoje estamos vivendo o papel de educadores, enquanto pais. Está nas nossas mãos contribuir para a tolerância e o respeito para com às escolhas alheias.

Não vai ser amanhã. O caminho é longo, mas é possível. Façamos a nossa parte.

E pra encerar, uma frase que não é minha, mas que eu gosto muito:

Filhos melhores

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Juliana Bettini

Botao

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Coração de Mãe

Por: Mônica de Souza Rodrigues

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Ser mãe realmente é padecer no paraíso!!! Eu não me acho uma mãe muito coruja não, e procuro não sufocar meus filhos com muitos mimos. No entanto, os acontecimentos com a saúde do Gabriel (até os 4 anos) me levaram a intensificar esse sentimento. Agora com a Letícia estou mais light.

Bom, mas o que me levou a falar sobre isso?

É que uma noite dessas – diga-se madrugada – depois de atender a Letícia, ao voltar a dormir…ops! tentar voltar a dormir….não consegui!!! Perdi o sono e fiquei pensando no meu filho Gabriel.

Eu e Gabriel em pb

Ele é uma criança de ouro. Recebo muitos elogios dele, que é um menino muito educado. Pois bem, ele é o xodó dos meus pais e para ajudar ele é vascaíno, assim como meu pai. E essa paixão pelo time resultou num passeio com o Vô, a tia e o primo para o Rio de Janeiro, do dia 12 a 15 de junho! Vão ao São Januário assistir ao jogo do Vasco. Que legal! Quanta felicidade! Sou muito grata ao meu pai por esse presente! Primeira viagem de avião!!Avião-4

Ele está eufórico!!! E eu também!!! Mas, junto com essa euforia vem o medo!!! Ai meu Deus! O meu menino sozinho na cidade maravilhosa, experimentando novas emoções?!?! E eu não estarei junto com ele para segurar a sua mão no avião, para ver o seu sorriso de felicidade na hora do jogo, nem participar da emoção de andar de bondinho no Pão de Açúcar, chegar nos pés do Cristo Redentor, enfim, tantas outras aventuras que vão acontecer nessa viagem?!?! Perdi o sono!!!

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Aí, toda essa preocupação, todo esse medo da separação, do primeiro desgarrar do meu filho…me remeteu ao futuro… e lembrei que essa é só a primeira partida do meu menino e que muitas ainda estão por vir…e que a gente cria os filhos pro mundo e não pra gente. Ai meu Deus! Dá-me forças e sabedoria para agüentar o dia que meu filho vai sair de casa… aff! socorro!!! Coração de mãe sofre.

E aí, voltando no passado…lembrei da minha mãe no dia em que “Eu” saí de casa…lembro como se fosse ontem, quando, depois de formada, eu e minha prima (a quarentando Juliana), iniciamos a nossa caminhada sozinhas… fomos escrever a nossa história como jornalistas em outra cidade. E minha mãe ficou na porta de casa, chorando e me dando tchau!!! (já estou chorando…)

E depois de tanta nostalgia, impossível não lembrar dessa música, interpretada por Zezé Di Camargo e Luciano….que me emociona sempre, sempre que escuto:

“No dia em que eu saí de casa minha mãe me disse filho vem cá!

Passou a mão em meus cabelos, olhou em meus olhos e começou a falar…

Por onde você for eu sigo com meu pensamento donde estiver,

Em minhas orações eu vou pedir a Deus que ilumine os passos seus…

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Eu sei que ela nunca compreendeu, os meus motivos de sair e lá…

Mas ela sabe que depois que cresce o filho vira passarinho e quer voar…”

 

Olhem só…meu filho ainda nem viajou…e eu já fui longe…viajei no meu passado e no futuro dele! Tudo em uma ida ao Rio de Janeiro. Ah! Coração de Mãe…

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